Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Editorial
  • Máfia do vinho no ES não pode chegar a uma terceira temporada
Opinião da Gazeta

Máfia do vinho no ES não pode chegar a uma terceira temporada

Nas operações Decanter e Sanguinello, alguns personagens mudaram, outros não. Mas o enredo é similar e igualmente traz perdas para a sociedade. O dinheiro que deixa de ser arrecadado não chega àqueles que mais precisam dos serviços públicos

Publicado em 07 de Maio de 2024 às 01:00

Públicado em 

07 mai 2024 às 01:00

Colunista

Máfia do Vinho
Máfia do Vinho Crédito: Geraldo Neto
Os prejuízos aos cofres estaduais com a sonegação, de acordo com a Sefaz, pode passar dos R$ 300 milhões.
Acontece que, dez anos atrás, uma outra operação, a Sanguinello, já havia encontrado um esquema de fraude tributária na compra e venda de vinho no Estado. Como mostrado pela coluna de Abdo Filho à época da Operação Decanter, havia conexões entre os esquemas, do modus operandi a alguns dos envolvidos. Um dos denunciados na semana passada, inclusive, foi condenado pelos crimes da Sanguinello em janeiro de 2023.
Os prejuízos causados pelas fraudes investigadas pela Sanguinello foram calculados, à época, em R$ 200 milhões.
É um tanto quanto inacreditável que esses crimes contra a ordem tributária tenham tido duas temporadas, mesmo que já tivessem sido descobertos na primeira. Alguns personagens mudaram, outros não.  Mas o enredo é similar e igualmente traz perdas para a sociedade. O dinheiro que deixa de ser arrecadado com esses crimes não chega àqueles que mais precisam dos serviços públicos.
No grupo dos 19 denunciados na Operação Decanter há empresários, contadores e agentes públicos, que vão responder pelos crimes  organização criminosa, falsidade ideológica e corrupção ativa e passiva.
É importante a atuação do MPES e da própria Secretaria da Fazenda no combate a essas fraudes tributárias, que foram possibiltadas pelos caminhos da corrupção. Para conter esses crimes, o fortalecimento constante dos mecanismos de controle e compliance é um impeditivo. E o uso das novas tecnologias de monitoramento, inclusive com inteligência artificial, podem auxiliar na fiscalização das informações tributárias. 
Não pode haver brechas para quem sonega, a própria legislação precisa estar sempre um passo a frente.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Trump diz que EUA vão pausar operação de escolta de navios no estreito de Ormuz
Imagem de destaque
'Não somos só notícia, somos pessoas': o apelo dos passageiros presos em cruzeiro com surto de hantavírus
Imagem de destaque
O que se sabe sobre ataque a tiros que deixou duas pessoas mortas em escola no Acre

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados