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Opinião da Gazeta

Febre do oropouche: o mosquito agora é outro, o combate é o de sempre

A manutenção e a limpeza de áreas e terrenos urbanos acaba sendo a maneira mais eficaz de manter as pessoas longe dos mosquitos

Publicado em 29 de Abril de 2024 às 01:00

Públicado em 

29 abr 2024 às 01:00

Colunista

mosquito
O mosquito-pólvora é o transmissor da febre do oropouche, que tem sintomas parecidos aos da dengue Crédito: Divulgação
Em meio à epidemia de dengue e ao aumento de casos de chikungunya no Espírito Santo, na semana passada foi confirmada a circulação de mais uma doença causada por um arbovírus no Estado, a febre do oropouche, com 18 casos confirmados até a última quinta-feira (25).
Mas não tem nada a ver com o velho conhecido Aedes aegypti: o vetor do oropouche é  um mosquito de um a três milímetros, popularmente conhecido como "maruim" ou "mosquito-pólvora". A coloração varia de cinza a castanho escuro, e o inseto tem asas curtas e largas.
No país, a doença é predominantemente amazônica, mas em março o Rio de Janeiro anunciou o primeiro caso, diagnosticado em um paciente com histórico de viagem para Manaus (AM). Desde então, vêm sendo registrados casos no Sudeste, Sul e Nordeste.
Com sintomas parecidos com os da dengue, o oropouche não tem letalidade alta e não há um tratamento específico para a doença. Contudo, as picadas do mosquito costumam causar  incômodo e reações alérgicas. 
A infecção que acaba de entrar no radar das autoridades de saúde pública no Estado aponta para a necessidade de redobrar a atenção com a proliferação dos mosquitos. A essência do combate, embora os transmissores do oropouche tenham características distintas (necessitam da umidade, sombra e matéria orgânica para se reproduzir) do Aedes aegypti, acaba sendo bem parecida: a eliminação de focos úmidos e de água parada. A manutenção e a limpeza de áreas e terrenos urbanos acaba sendo a melhor forma de manter as pessoas longe dos mosquitos. 
É aquela velha história: o poder público, em todas as esferas, precisa ser o provedor desse enfrentamento, com conscientização e fiscalização. E a população é a protagonista, responsável pela pequena parte que lhe cabe que, somada a de todos, pode fazer a diferença.
Os especialistas não cansam de alertar que, com as mudanças climáticas, serão cada vez mais comuns os casos de migração de doenças para regiões onde elas não eram comuns. A eliminação dos mosquitos, com atitudes individuais com impactos coletivos, é o que pode ajudar a reduzir os danos.

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