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Febre do oropouche: como doença da região Amazônica chegou ao ES

Desde fevereiro, o Amazonas enfrenta um surto da doença; no Espírito Santo, 18 casos já foram registrados

Publicado em 26 de Abril de 2024 às 17:19

Eduarda Lisboa

Publicado em 

26 abr 2024 às 17:19
O mosquito-pólvora é o rtansmissor da febre do oropouche, que tem sintomas parecidos aos da dengue
O mosquito-pólvora é o transmissor da febre do oropouche, que tem sintomas parecidos com os da dengue Crédito: Divulgação
Os casos de febre do oropouche têm se espalhado por todo o país. Somente no Espírito Santo, 18 casos foram confirmados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Entretanto, muitos capixabas desconheciam a doença, justamente por ser típica da Amazônia, no norte do Brasil. E tentam entender como o vírus saiu daquela região e  chegou até o Sudeste.
A febre do oropouche é uma doença causada por um arbovírus (vírus transmitido por mosquitos) do gênero Orthobunyavirus, da família Peribunyaviridae. O vetor da febre do Oropouche é um inseto bem pequeno, de um a três milímetros, popularmente conhecido como "maruim" ou "mosquito pólvora".
Desde fevereiro, o Amazonas enfrenta um surto da doença. Naquele mês, foi registrado um aumento de 68% no número de casos no Estado amazônico, em relação ao mesmo período do ano passado. No começo de março,  o Rio de Janeiro anunciou o primeiro caso da febre do oropouche, diagnosticado em um paciente com histórico de viagem para Manaus (AM). A partir de então, outros registros foram sendo anunciados em Estados do Sudeste, Sul e Nordeste. 
No Espírito Santo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou, na última terça-feira (23), o registro de casos da febre do oropouche. Até quinta-feira (25), 18 casos foram confirmados em território capixaba, sendo 10 deles em Colatina, no Noroeste do Estado.
Febre do oropouche: como doença da região Amazônica chegou ao ES
Para o infectologista Lauro Pinto, o vírus chegou a outros Estados, principalmente, devido ao aquecimento global e às mudanças climáticas.
“O fato de estarmos com temperaturas muito elevadas interfere na migração de algumas doenças infecciosas, que passam a se expandir além de seus habitats originais. Outro ponto são os deslocamentos fáceis da população. Isso porque as pessoas infectadas podem contaminar os insetos transmissores da região. Além disso, o aumento do calor facilita a proliferação de mosquitos no geral", aponta o infectologista.
O mosquito que dissemina a doença tem coloração com variação de cinza a castanho escuro e possui asas curtas e largas. O inseto tem maior incidência em regiões com grande umidade e presença de matéria orgânica, como em áreas florestais.
Entre as características da infecção, destaca-se o elevado potencial de transmissão e disseminação, com capacidade de causar surtos e epidemias em áreas urbanas. Não há vacina e tratamento específico disponíveis.
O especialista também observa que o aumento de casos de doenças incomuns, como o oropouche, deve ocorrer mais vezes.
"Nós vamos ver algumas doenças infecciosas, que antes não aconteciam, passarem a ocorrer com maior intensidade, em expansão para fora de seus nichos habituais. Tanto pelo fato de estarmos vivendo temperaturas anormais quanto pelas migrações e pelos deslocamentos típicos do país, que facilitam a chegada dessas doenças."
Lauro Pinto - Infectologista
Apesar de não apresentar grande letalidade, a doença tem sintomas similares à dengue, chikungunya e febre amarela e pode causar dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. As picadas do vetor costumam causar bastante incômodo e reações alérgicas. Não existe tratamento específico para a doença. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico.

Como prevenir

  • Evitar áreas onde há muitos mosquitos, se possível;
  • Usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplicar repelente nas áreas expostas da pele;
  • Manter a casa limpa, removendo possíveis criadouros de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas.

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