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Máfia do Vinho

Operação que prendeu ex-secretário do ES tem conexão com a Sanguinello

Esquema desbaratado em 2014 também era de sonegação de impostos na comercialização de vinho. Tribunal de Justiça afastou juiz que acabou envolvido

Publicado em 12 de Julho de 2022 às 18:44

Públicado em 

12 jul 2022 às 18:44
Abdo Filho

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Abdo Filho

Operação Decanter desarticulou organização criminosa responsável por fraude milionária na venda de vinhos. Ação foi feita pelo Gaeco e Sefaz
Operação Decanter desarticulou organização criminosa responsável por fraude milionária na venda de vinhos. Ação foi feita pelo Gaeco e Sefaz Crédito: MPES/Divulgação
A Operação Decanter, comandada pelo Ministério Público e pela Receita Estadual e que prendeu um ex-secretário da Fazenda do Estado Rogélio Pegoretti nesta terça-feira (12), tem conexões com a Operação Sanguinello, deflagrada em 2014. O modus operandi e alguns dos participantes do esquema investigado hoje têm relação com o que começou a ser apurado há oito anos. Os dois casos envolvem fraudes tributárias na compra e venda de vinho no Espírito Santo.
A Sanguinello ficou famosa por ter ido bem além da sonegação de impostos, calculada, na época, em mais de R$ 200 milhões pelos promotores do Ministério Público. Em fevereiro de 2014, o empresário Rodrigo Fraga se matou logo após denunciar um esquema que ele mesmo denominou "Máfia do Vinho. Em maio do mesmo ano foi deflagrada a primeira fase da Sanguinello apurando justamente o que Fraga havia denunciado.
Os tentáculos do esquema também chegaram ao Judiciário. Em outubro de 2020, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo aposentou compulsoriamente o juiz Ivan Costa Freitas, da 5ª Vara Criminal de Vitória. Ele foi condenado, em processo administrativo, porque os sócios de um supermercado procuraram o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para relatar a oferta de uma "composição", que transpareceu que seria financeira, para retirar a empresa e um funcionário da mira da Operação Sanguinello.
Os donos do supermercado disseram ter sido procurados por um outro empresário com a tal oferta de vantagem indevida, já que a ação poderia atingir o supermercado e que "pela amizade que tinha com o juiz aquela era a oportunidade e o momento para resolver o problema", "mediante uma composição". O magistrado, após conclusão do processo administrativo, foi condenado pelo Pleno do Tribunal de Justiça.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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