Balneabilidade é saúde pública. Este jornal mostrou, no fim do ano, as doenças as quais o banhista está exposto quando resolve nadar em local impróprio. Uma delas é a hepatite A. Não é exagero, portanto, afirmar que a população precisa ter acesso às informações sobre a qualidade da água nas praias que frequenta, porque existe um custo para a saúde.
E essa qualidade deve ser medida regularmente para se chegar a uma classificação baseada no nível de concentração de coliformes fecais presentes na água. A Resolução Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) nº 274/2000 determina que, além das placas afixadas em locais visíveis, com a informação clara, a divulgação também deve ser feitas em boletins nos sites de órgãos ambientais das prefeituras. Transparência é uma exigência.
A balneabilidade da água varia ao sabor das chuvas e das marés, não é permanente. Como ocorreu na semana passada: um boletim acessado pela reportagem no dia 12 de janeiro indicava que a Serra tinha 16 pontos impróprios, mas o município teve uma melhora significativa na balneabilidade das praias no boletim seguinte, com apenas cinco pontos em condições impróprias.
O banhista deve ter atenção permanente. Para tanto, as prefeituras precisam disponibilizar as informações com regularidade, como tem feito a maior parte dos municípios da Grande Vitória neste verão. Contudo, até a semana passada o site da Prefeitura de Guarapari não trazia boletim atualizado da balneabilidade de suas praias. Após a reportagem procurar a prefeitura para explicações, um boletim com dados de dezembro foi disponibilizado no site. A prefeitura informou que o de janeiro será publicado nesta semana.
Guarapari é o destino turístico mais disputado no verão capixaba, não pode deixar moradores e turistas sem essas informações fundamentais para tomar a decisão na hora do mergulho no mar. Não pode haver descuido com a regularidade dessas divulgações, o banhista conta com essa transparência para ter um verão divertido e sem percalços.
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