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Operação Carbono Oculto

ANP investiga comercialização e uso irregular de metanol

O objetivo da ação foi desmantelar esquemas de fraudes e de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. São investigados vários elos da cadeia de combustíveis com suspeita de controle do crime organizado

Publicado em 28 de Agosto de 2025 às 18:26

Estadão Conteúdo

Publicado em 

28 ago 2025 às 18:26
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que participou nesta quinta-feira, 28, da Operação Carbono Oculto, coordenada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e participação de diversos órgãos públicos. A atuação da ANP foi focada na comercialização e uso irregular de metanol, nos alvos selecionados pelo Ministério Público de São Paulo.
"A agência realizou apoio técnico nas etapas de busca e apreensão, bem como coleta de produtos para análise laboratorial", informou a ANP em nota.
O objetivo da ação foi desmantelar esquemas de fraudes e de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. São investigados vários elos da cadeia de combustíveis com suspeita de controle do crime organizado.
biocombustível, etanol, descarbonização
Metanol era usado de forma irregular Crédito: Shutterstock
"A ANP continuará prestando todo o apoio necessário ao Ministério Público, inclusive com resultados das análises laboratoriais, dados de movimentação de produtos, entre outros", explicou a agência.
Segundo a ANP, nos últimos anos a agência vem aprimorando suas ferramentas de inteligência e intensificado a investigação e mapeamento de grupos econômicos que atuam no mercado de combustíveis suspeitos de irregularidades.
Com base nessa atuação, já realizou diversas autuações, interdições e revogações de autorização de agentes regulados, incluindo atividades de importação, produção, formulação, distribuição e revenda de combustíveis, biocombustíveis e outros produtos. "A agência vem cooperando continuamente com o Ministério Público e outros órgãos, fornecendo informações técnicas e de inteligência, quando são identificadas irregularidades estruturadas com possíveis repercussões em áreas criminais e cíveis, fugindo à competência da ANP", concluiu.
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