Aqui você encontra conteúdos exclusivos sobre segurança, justiça e cidadania, com informações que impactam a vida das pessoas e da cidade

Morte de Dante Michelini foi vingança por Araceli, diz defesa de preso

Advogados de Willian Santos Manzoli relatam que ele ficou indignado ao saber detalhes do crime da menina, ocorrido em 1973

Vitória
Publicado em 12/02/2026 às 15h21
Willian Santos Manzoli, 28 anos acusado pela mofrte de Dante Michelini
Willian Santos Manzoli, 28 anos. Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

Nas duas oportunidades em que conversou com seus advogados de defesa, Willian Santos Manzoli, de 28 anos, foi categórico ao afirmar que o assassinato de Dante Michelini foi motivado por seu desejo de vingar a morte de Araceli Cabrera Crespo. E nega ter sido influenciado por chacota de traficantes.

“Ele confirmou ter matado e decapitado a vítima no sítio em Meaípe. Porém, garante que a motivação não foi a suposta chacota vinda de traficantes por ele ter sido agredido por um ‘jack’, referência no tráfico a estuprador, como disse a polícia”, assinala Ricardo Gilbert Côco, que representa Willian, em parceria com a advogada Yara Karlla Rodrigues Januth.

Willian ficou indignado com os detalhes do crime de Araceli,  ocorrido 25 anos antes dele nascer, e com as informações de que os acusados não foram condenados. Sua revolta foi por ter um filho.

"Ele disse que teve o sentimento de fazer justiça, ao pensar no sofrimento da família de Araceli e que o mesmo poderia ter ocorrido com seu filho”, contou Ricardo Gilbert Côco.

Deu aos advogados alguns detalhes do assassinato, dizendo que não roubou nenhum objeto de valor da casa, e que a incendiou para que todos os pertences de Dante fossem destruídos. 

“Disse que matou, que houve agressões sexuais, sem detalhar, que retirou os olhos, decapitou a vítima e que ‘deu bonde’ na cabeça ao se referir ao descarte no rio. E que incendiou a casa para que tudo fosse destruído. E se colocou à disposição para uma possível reconstituição da cena do crime”, conta Ricardo.

Próximos passos

A preocupação dos advogados agora é com a saúde de seu cliente. “Willian sofre de problemas mentais, toma diversos remédios controlados e está instável, dando socos na parede da cela”.

Eles questionam a forma como ele foi ouvido pela polícia. “Em circunstâncias que configuram constrangimento ilegal, resultando em declarações que não refletem sua vontade livre e espontânea, e cuja validade será oportunamente contestada em juízo”, assinalam.

Querem que seja realizado um novo depoimento apontando que as declarações feitas pela polícia sobre o crime foram “precipitadas e unilaterais”.

“É imperioso destacar que o ordenamento jurídico brasileiro garante a todo indivíduo, investigado ou acusado, o sagrado direito à presunção de inocência e ao devido processo legal, pilares do Estado Democrático de Direito que serão zelosamente observados e defendidos pela equipe jurídica”, acrescentaram.

Por último afirmam que ainda não obtiveram acesso integral ao processo. “Essa ausência de acesso pleno impede uma análise aprofundada e pormenorizada dos elementos probatórios e das circunstâncias fáticas, fundamental para a construção de uma defesa robusta e completa”, finalizam informando que a transferência de Willian para um local mais seguro foi negada.

A Gazeta integra o

Saiba mais
Guarapari Caso Araceli crime meaípe

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.