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Frieza

Assassino de Dante Michelini voltou a sítio e conversou com corpo sem cabeça

A Polícia Civil informou que Willian Santos Manzoli, de 28 anos, confessou ter matado o empresário e retornou ao sítio no dia seguinte ao crime e ficou conversando com o corpo

Publicado em 11 de Fevereiro de 2026 às 20:54

Mikaella Mozer

Publicado em 

11 fev 2026 às 20:54
Vista aérea do imóvel em que Dante Michelini morava em Meaípe, em Guarapari
Vista aérea do imóvel em que Dante Michelini morava em Meaípe, em Guarapari Crédito: Google Earth
O suspeito de esfaquear, agredir com requintes de tortura e decapitar Dante de Brito Michelini voltou no dia seguinte ao sítio onde o assassinato aconteceu. O retorno ao local foi revelado à polícia pelo autor das agressões, Willian Santos Manzoli, de 28 anos, após confessar o homicídio na terça-feira (10) – O nome dele foi confirmado pelo repórter Caique Verli, da TV Gazeta. No diálogo que teve com os policiais, ele informou ter ido conversar com o corpo de Dantinho, que já estava decapitado. O cadáver foi encontrado em decomposição avançada no dia 3 de fevereiro. 
Conforme detalhes passados em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (11) pelo chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra, William sentou ao lado do cadáver. Enquanto fumava um cigarro de maconha, o investigado falava com o corpo como: "Viu só, Jack?". O termo é utilizado no mundo do crime para definir estupradores. Conforme o delegado, pessoas teriam falado para William que Dante era um estuprador e a informação pode ter o estimulado a matá-lo.
Willian Santos Manzoli, preso pela morte de Dante Michelini
Willian Santos Manzoli, preso pela morte de Dante Michelini Crédito: Instagram
Em 1973, Dante foi acusado, juntamente com o pai, Dante de Barros Michelini, e Paulo Helal, pela morte de Araceli Cabrera Sánchez Crespo, de oito anos. A criança foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada. Os três foram inocentados por falta de provas em um segundo julgamento nos anos 90 e o caso acabou arquivo. A polícia afirma não existir ligação entre a morte de Dantinho com o caso pelo qual foi julgado há décadas.
“Provavelmente no dia 17 e 18, o cidadão (William) estava praticando crimes da região e se escondia em lugares por ali. O imóvel é grande, tem 51 mil metros quadrados, tinha uns casebres e ele estava lá escondido. (Dante) o viu e ele alega que foi empurrado e levou golpes de pauladas. As pessoas começaram a fazer chacota dele na boca de fumo por levar surra de um Jack”, explicou o delegado.
A indignação por ser "zoado" pela situação e por receber a informação de que quem o espancou seria um estuprador, revoltaram o preso. O sentimento cresceu dentro de William, segundo Dutra, e desta forma pode ter levado ele de volta ao sítio para cometer o crime.

Decapitado ainda vivo

Dante Brito Michelini, conhecido como Dantinho
Dante Brito Michelini, conhecido como Dantinho Crédito: Reprodução TV Gazeta
William informou aos delegados em uma reconstituição não oficial ter decapitado Dante com ele ainda em vida. "Ele foi morto no dia 19 (de janeiro) e descobrimos o corpo no dia 3 (de fevereiro). A putrefação é grande, mas podemos afirmar que ele sofreu muito. Teve a cabeça cortada quando estava vivo", destacou o chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra.

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