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Dante Michelini teve a cabeça cortada ainda em vida, segundo a polícia

Dante Michelini teve a cabeça cortada ainda em vida, segundo a polícia

Autor confesso do homicídio contou aos policiais que apanhou na noite anterior ao crime e voltou no dia seguinte para matá-lo por vingança; decapitação ocorreu com Dantinho imobilizado e vivo

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 18:41

A cabeça de Dante de Brito Michelini, o Dantinho, foi encontrada nesta quarta-feira (11) em Guarapari
A cabeça de Dante de Brito Michelini, o Dantinho, foi encontrada nesta quarta-feira (11) em Guarapari Crédito: Ricardo Medeiros | Acervo pessoal

Dante Brito Michelini, de 76 anos, foi decapitado em vida. A informação foi divulgada pela Polícia Civil em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (11), horas após o encontro da cabeça do empresário, que era mais conhecido como Dantinho. O membro foi localizado oito dias após a descoberta do corpo, em um sítio na localidade de Meaípe, em Guarapari. Ele tinha sinais de mutilação.

"Ele foi morto no dia 19 (de janeiro) e descobrimos o corpo no dia 3 (de fevereiro). A putrefação é grande, mas podemos afirmar que ele sofreu muito. Teve a cabeça cortada. E ele (autor) fez coisas antes que pode se comparar a tortura", destacou o chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra.

Segundo a polícia, a morte, com requintes de crueldade, foi uma espécie de vingança. O assassino, de 28 anos, já preso, narrou ter invadido o sítio de Dante Michelini para dormir, mas foi descoberto, expulso e agredido com golpes de madeira. Essa agressão fez com que virasse alvo de chacota de outros criminosos, que contaram que ele tinha apanhado de um “Jack” (gíria para estuprador).

Com raiva por ter sido alvo de deboche, o assassino de Michelini retornou pela mata e, mais tarde, ficou à espera de o empresário sair do imóvel, momento em que o atacou, lutou com ele, torturou e cortou a cabeça do idoso.

Dantinho era de uma influente família do Espírito Santo no início dos anos 1970, quando foi denunciado pelo Ministério Público à Justiça pelo desaparecimento, estupro e morte de Araceli Cabrera Crespo, de 8 anos. Na década de 1990, foi absolvido sob a justificativa de falta de provas.

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