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Tentativa de homicídio

Médico envenenado no ES: MP rastreia compras feitas com dinheiro de vítima

Um dos valores já identificados indica compra de pijamas em uma loja da Praia do Canto; funcionária responde a ação penal pelo crime

Públicado em 

13 fev 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes

Recibos conta médico envenenado
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly
Levantamento realizado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) está identificando o destino de recursos da conta de um médico de 90 anos que foi envenenado com arsênio.
A suspeita é de que a motivação do crime seria para esconder o desvio de cerca de R$ 600 mil.
Um dos pagamentos encontrados, por exemplo, foi destinado a uma loja de lingeries localizada na Praia do Canto. Notas fiscais anexadas ao processo indicam que foram gastos R$ 1.278 com a compra de pijamas.
Uma funcionária que era responsável pela administração do local, Bruna Garcia Barbosa Marinho, se tornou ré pelo crime após o Juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória aceitar a denúncia do MP por tentativa de homicídio.
No texto judicial é citado que há “fortes indícios” de que ela teria se apropriado de “vultosas quantias da vítima”, e que a conduta está ligada ao crime contra o médico.
A vítima tinha uma clínica cardiológica na Praia do Canto, em Vitória. Ela foi fechada no ano passado, após mais de três décadas de atendimento, com o comprometimento da saúde do profissional.
O envenenamento foi confirmado em laudo de toxicologia forense, a partir de análise do cabelo do médico, e integra o processo.
O advogado de Bruna, James Gouvea Freias, assinalou que sua cliente não tem nenhuma relação com a tentativa de homicídio.
“Trata-se de acusação injusta porque ela não cometeu nenhum crime e isto será provado no curso do processo”.

Prisão

Bruna é acusada de tentativa de homicídio por motivo torpe, com uso de veneno, de forma a impedir a defesa da vítima. E segundo a denúncia do MP, o crime praticado contra um idoso teve o objetivo de assegurar a impunidade ou vantagem de outro crime.
Por decisão da 1ª Vara Criminal de Vitória, responsável pelo Tribunal do Júri, ela segue presa no Presídio Feminino de Tucum, em Cariacica.
Na decisão é dito que a gravidade do caso, a forma como o crime foi praticado e a motivação impedem a concessão de medidas alternativas à prisão para Bruna.

Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

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