O ex-policial militar Lucas Torrezani de Oliveira, 28 anos, vai enfrentar o júri popular de Vitória no dia 20 de maio. Ele é acusado pela morte do músico Guilherme Rocha, de 37 anos.
O julgamento foi designado pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória, em decisão do final de janeiro. Pelo menos nove pessoas devem prestar seus testemunhos de forma presencial, assim como o réu.
Torrezani segue preso na Penitenciária de Segurança Média 1, em Viana, para onde foi transferido em março do ano passado. Ele deixou o Presídio no Quartel da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) após ter sido demitido da corporação em dezembro de 2024.
Em março do ano passado o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou ao ex-militar o acesso a "prisão domiciliar humanitária", solicitado com o argumento de que estaria com a saúde debilitada.
A defesa de Torrezani não foi localizada, mas o espaço segue aberto a manifestação.
O crime
O crime aconteceu na madrugada de 17 abril de 2023, após a vítima reclamar do som alto no condomínio em que os dois moravam, no bairro Jardim Camburi, em Vitória.
Quando os policiais chegaram ao local, o soldado estava com a arma nas mãos e a vítima caída no chão. Em uma primeira versão, Lucas Torrezani contou que estava bebendo com os amigos, quando Guilherme o atacou. O militar disse que reagiu e atirou uma vez.
A síndica do condomínio onde os dois moravam contou outra versão, de que a vítima não reagiu e nem tentou desarmar o militar. Horas após o crime, ele foi liberado para responder o processo em liberdade.
Mas ao longo da investigação a Polícia Civil identificou que não se tratava de um caso de legítima defesa, e fez o pedido de prisão do policial.
Em junho de 2023, a Justiça aceitou a denúncia contra o soldado Lucas Torrezani de Oliveira. E no final de 2024 outra decisão da Justiça o encaminhou para o júri popular.
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