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Ex-PM será julgado em maio pelo assassinato de músico no ES

Lucas Torrezani de Oliveira segue preso e foi transferido para um presídio em Viana após ser demitido da Polícia Militar ; veja vídeo do crime

Vitória
Publicado em 05/02/2026 às 10h56
juri caso músico
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

O ex-policial militar Lucas Torrezani de Oliveira, 28 anos, vai enfrentar o júri popular de Vitória no dia 20 de maio. Ele é acusado pela morte do músico Guilherme Rocha, de 37 anos.

O julgamento foi designado pelo Juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória, em decisão do final de janeiro. Pelo menos nove pessoas devem prestar seus testemunhos de forma presencial, assim como o réu.

Torrezani segue preso na Penitenciária de Segurança Média 1, em Viana, para onde foi transferido em março do ano passado. Ele deixou o Presídio no Quartel da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) após ter sido demitido da corporação em dezembro de 2024.

Em  março do ano passado o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou ao ex-militar o acesso a "prisão domiciliar humanitária", solicitado com o argumento de que estaria com  a saúde debilitada.

A defesa de Torrezani não foi localizada, mas o espaço segue aberto a manifestação.

O crime

O crime aconteceu na madrugada de 17 abril de 2023, após a vítima reclamar do som alto no condomínio em que os dois moravam, no bairro Jardim Camburi, em Vitória.

Quando os policiais chegaram ao local, o soldado estava com a arma nas mãos e a vítima caída no chão. Em uma primeira versão, Lucas Torrezani contou que estava bebendo com os amigos, quando Guilherme o atacou. O militar disse que reagiu e atirou uma vez.

A síndica do condomínio onde os dois moravam contou outra versão, de que a vítima não reagiu e nem tentou desarmar o militar. Horas após o crime, ele foi liberado para responder o processo em liberdade.

Mas ao longo da investigação a Polícia Civil identificou que não se tratava de um caso de legítima defesa, e fez o pedido de prisão do policial.

Em junho de 2023, a Justiça aceitou a denúncia contra o soldado Lucas Torrezani de Oliveira. E no final de 2024 outra decisão da Justiça o encaminhou para o júri popular.

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