Foi marcado para a segunda quinzena de janeiro as audiências em que vão ser interrogados os cinco réus acusados pelo assassinato do empresário Wallace Borges Lovato. Na ocasião também vão ser ouvidas as testemunhas de defesa.
O crime aconteceu no dia 9 de junho, em frente à empresa Globalsys, na Praia da Costa, em Vila Velha.
As sessões foram agendadas para os dias 20, 21 e 22 de janeiro, todas com início às 9 horas. Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), estariam envolvidos no crime as seguintes pessoas:
- Bruno Valadares de Almeida - acusado de ser mandante, preso
- Bruno Nunes da Silva - acusado de organizar a logística do crime - foragido
- Arthur Laudevino Candeias Luppi - acusado de ser o motorista - preso
- Arthur Neves De Barros - acusado de ser o atirador - preso
- Eferson Ferreira Alves - acusado de ser o intermediador - preso
As primeiras audiências foram realizadas entre os dias 16 e 17 de dezembro, quando foram ouvidas as testemunhas de acusação, indicadas pelo MP. Os trabalhos acabaram sendo suspensos diante da ausência dos réus que se encontram detidos.
Em nova decisão, o Juízo da 4ª Vara Criminal de Vila Velha, responsável pelo Tribunal do Júri, determinou que os presos sejam conduzidos presencialmente ao fórum, em janeiro, “a fim de que participem dos atos designados, estando vedada a participação remota”, informa o texto judicial. A exceção é para um dos réus que se encontra detido fora do Estado.
O que dizem as defesas
A defesa de Arthur Laudevino é realizada pelos advogados Marcos Cabral e José Genivaldo Souza.
Eles confirmaram que em janeiro será o momento em que os réus terão a oportunidade de serem ouvidos e apresentarem as suas versões, se assim o desejarem. “É um direito constitucional do réu participar de todos os atos”, assinalou Cabral.
Em relação a seu cliente, ele informou que a expectativa é de que seja feita justiça. “Que todos os direitos do meu cliente sejam respeitados e resguardados, inclusive ao contraditório. Será o momento, se avaliar que deseja falar, em que poderá apresentar a sua versão”, destacou.
O advogado Jonatas Pires e Pinho representa Bruno Valadares. Informou que tramita no Tribunal de Justiça recursos para que o seu cliente possa responder ao processo em liberdade e outro sobre provas envolvendo o celular desaparecido da vítima e a expectativa é de que sejam analisados em breve.
Os advogados dos demais réus não foram localizados, mas o espaço segue aberto a suas manifestações.
O crime
Segundo denúncia do MP, os acusados chegaram em um Fiat Pulse, estacionaram e aguardaram Wallace por cerca de duas horas em frente à empresa dele, a Globalsys, na Praia da Costa, em Vila Velha.
Às 16h45, a vítima saiu do trabalho e foi na direção de sua BMW. Neste momento, os suspeitos parearam o veículo e dispararam uma vez, atingindo a nuca do empresário. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
No dia seguinte, o Fiat Pulse usado no crime foi localizado perto da Terceira Ponte. Na ocasião, a Polícia Civil confirmou que o veículo estava com placa clonada.
LEIA MAIS COLUNAS DE VILMARA FERNANDES
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.
