O assassinato do empresário Wallace Borges Lovato, na Praia da Costa, em Vila Velha, está prestes a completar dois meses. Até o momento, quatro pessoas foram presas — o motorista, o atirador, o intermediário e o mandante. O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, afirmou que o caso é considerado solucionado.
Solucionado porque a gente tem todos os atores identificados, então o papel agora é efetivamente o Ministério Público, Judiciário, e a Polícia Civil continuar apoiando o Poder Judiciário para que essa ação penal no futuro avance para a condenação dos indivíduos
O secretário chamou o caso de "sucesso investigativo": "Nós tivemos uma linha investigativa bastante exaurida, é um caso que a Polícia Civil cumpriu seu papel de prender ou pelo menos identificar todos os executores, mandantes, então a cadeia de todo o acontecimento que levou à morte trágica do empresário foi solucionada com tecnologia, inteligência, e isso foi fundamental para nós", disse Leonardo Damasceno ao ser questionado sobre as investigações do crime durante coletiva de imprensa na terça-feira (5).
Quem são os presos
O empresário foi morto no dia 9 de junho, ao sair da empresa Globalsys, fundada por ele. Na ocasião, uma câmera de segurança flagrou o momento em que suspeitos em um carro dispararam uma única vez, na nuca de Wallace, e fugiram. O motorista do veículo usado no crime foi o primeiro a ser preso: Arthur Laudevino Candeas Luppi foi capturado em Minas Gerais, no dia 17 de junho.
Dois dias depois, mais uma prisão: Arthur Neves de Barros, de 35 anos, suspeito de ser o atirador, foi capturado em Sumé, na Paraíba. No dia 23 de junho, Eferson Ferreira Alves, apontado como intermediário, foi até a Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, acompanhado de um advogado, e se entregou.
No dia 12 de julho, o diretor financeiro da Globalsys, fundada por Wallace, foi preso. Bruno Valadares de Almeida, de 39 anos, estava em casa, no bairro Jardim Colorado, em Vila Velha. No local foram apreendidos notebook, celular, joias, dinheiro e duas armas.
Cronologia do caso Wallace Lovato
- 09/06 (segunda-feira), 14h40 – Suspeitos chegam em um Fiat Pulse e aguardam Wallace por cerca de 2 horas em frente à empresa dele, a Globalsys, na Praia da Costa, em Vila Velha.
- 09/06, 16h45 – Wallace é baleado ao sair da empresa e se dirigir à sua BMW. O atirador disparou do banco traseiro do veículo. Amigos socorreram Wallace para o hospital, com apoio da PM, mas ele não resistiu.
- 10/06 (terça-feira) – Fiat Pulse usado no crime é localizado perto da Terceira Ponte. Polícia confirma que o veículo estava com placa clonada.
- 11/06 (quarta-feira) – Polícia Civil confirma que o crime foi premeditado e analisa imagens para identificar autores e motivação.
- 13/06 (sexta-feira) – Secretário Estado da Segurança Pública confirma que o crime teve um mandante e que o veículo usado veio de outro Estado.
- 15/06 (domingo) – Missa de sétimo dia de Wallace é realizada na Praia da Costa.
- 17/06 (terça-feira) – Arthur Laudevino Candeas Luppi, suspeito de dirigir o carro usado no crime, é preso em Minas Gerais.
- 19/06 (quinta-feira) – Arthur Neves de Barros, 35 anos, suspeito de ser o atirador, é preso em Sumé, na Paraíba.
- 23/06 (segunda-feira) – Eferson Ferreira Alves, apontado como intermediário, se entrega à Polícia Civil com advogado.
- 25/06 (quarta-feira) – Arthur Luppi presta novo depoimento na DHPP de Vila Velha.
- 25/06 – Secretário Leonardo Damasceno, em entrevista à CBN Vitória, destaca a organização do crime e reforça combate ao crime de mando no Estado.
- 25/06 – Arma do crime ainda não foi encontrada; buscas foram feitas na Rodovia do Contorno, em Cariacica.
- 25/06 – Justiça decreta sigilo absoluto no inquérito, por decisão da juíza Paula Cheim.
- 12/07 (sábado) – Bruno Valadares de Almeida, de 39 anos, diretor financeiro da empresa de Wallace, é preso em Vila Velha. Ele é apontado como mandante do crime.
- 12/07 – O governador Renato Casagrande confirmou que há uma relação entre o diretor financeiro Bruno e o intermediário do crime.
- 12/07 – Família de Wallace se manifesta e diz estar impactada com a prisão de Bruno. Globalsys rescinde qualquer relação do diretor com a empresa.
- 14/07 (segunda-feira) – Defesa de Bruno se manifesta dizendo que ele é inocente.
- 05/08 (terça-feira) – Secretário de Estado da Segurança Pública diz que caso é considerado solucionado.