Entre os estados do Sudeste, o Espírito Santo tem a maior taxa de feminicídios (1,7 por 100 mil mulheres, em 2025) e também está acima da média nacional nesse quesito — 10º lugar, empatado com Pernambuco e Paraíba. Os dados são da nota técnica Retratos dos Feminicídios do Brasil, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O problema chama a atenção não apenas estatisticamente, mas perceptivelmente. As notícias sobre mulheres assassinadas por companheiros ou ex-companheiros no estado são estarrecedoras, entristecedoras e revoltantes.
Considerando que 53% do eleitorado do Espírito Santo é composto por mulheres, não é de se estranhar que o combate à violência contra a mulher esteja na ordem do dia dos candidatos ao governo do Espírito Santo.
O governador Ricardo Ferraço (MDB), o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) e o deputado federal Helder Salomão (PT) abordam o tema em quase todos os discursos da pré-campanha.
Antes, fez um aceno aos profissionais da segurança pública, outra fatia do eleitorado que Pazolini, delegado da Polícia Civil, tenta conquistar:
"O Espírito Santo, infelizmente, apesar dos esforços de todos os policiais civis, estaduais, federais, municipais, todos profissionais da segurança pública (,,,) mesmo com o esforço de mulheres e homens que trabalham em defesa da nossa vida, o Espírito Santo ainda é o estado mais violento (para mulheres) da região Sudeste."
No dia 1º de agosto, durante a convenção do PL, sigla que o apoia, o republicano também abordou o tema. Expôs a posição do Espírito Santo entre os estados do Sudeste em relação aos feminicídios. E mais:
"Nós estivemos juntos com o nosso candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (do PL, no dia 18 de julho), apresentando tudo aquilo que foi desenvolvido na cidade de Vitória, no que diz respeito à proteção às famílias e às mulheres".