Mas foi graças à força da chamada superfederação que Camillo ficou com a vaga.
Mas o principal esteio da candidatura de Ricardo Ferraço é mesmo Casagrande, candidato ao Senado número um da chapa.
O jingle de campanha do ex-governador "tá pensando que acabou? Acabou nada" serve também para o candidato ao governo.
Em termos administrativos e políticos, um representa a continuidade do outro. "No mesmo rumo e no mesmo ritmo", como Ricardo repete sempre.
Isso é uma faca de dois gumes.
Para quem está satisfeito com o rumo e o ritmo, votar em outro candidato soa arriscado.
Já quem prefere a mudança, às vezes mesmo sem estar muito insatisfeito, pode se incomodar com a história de "acabar nada".
TRANSFERÊNCIAOutro ponto de atenção já foi detectado pelos próprios apoiadores de Ricardo. O governador é mais forte, em intenções de voto, no interior do Espírito Santo do que na Grande Vitória.
Mesmo com o endosso quase unânime dos prefeitos da região metropolitana.
Transferência de votos não é ciência exata.
Não necessariamente quem simpatiza com Casagrande vai olhar para Ricardo com os mesmos olhos.
Mas, via de regra, apoio é melhor ter do que não ter.
No palanque do emedebista estão, além do próprio partido, PSB, Podemos, União Brasil, Progressistas, Agir, PDT, PSDB, Cidadania, PRD e Solidariedade.
Isso se reflete também em um exército de potenciais cabos eleitorais, que são os candidatos a deputado federal e deputado estadual de cada uma dessas siglas.
Parlamentares que disputam a reeleição também estão com Ricardo, a exemplo de Da Vitória e Amaro Neto, do PP, Messias Donato e Marcelo Santos, do União Brasil, e Gilson Daniel, do Podemos.