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Letícia Gonçalves

Meneguelli: "Esse negócio de me chamar de esquerdista é coisa de patriotário"

Ele foi o deputado estadual mais votado da história do ES em 2022. Mas disputar um cargo majoritário é outra história. Veja qual deve ser o real impacto da entrada de Sérgio Meneguelli na corrida

Publicado em 07 de Agosto de 2026 às 11:32

Públicado em 

07 ago 2026 às 11:32
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Sérgio Meneguelli na convenção estadual do PSD
Sérgio Meneguelli na convenção estadual do PSD Letícia Gonçalves

O deputado estadual Sérgio Meneguelli (PSD) está definitivamente na corrida pelo Senado. Mas isolado, contando apenas com o próprio partido, sem apoio oficial de nenhum candidato ao governo do Espírito Santo e, de acordo com o próprio Meneguelli, sem dinheiro do fundo eleitoral para fazer campanha.


Assim, o desempenho do deputado pode não ser tão impactante quanto ele e até adversários previam. Isso, claro, só vamos medir ao longo da campanha nas pesquisas de intenção de voto e, ao fim e ao cabo, na apuração do resultado das urnas.

Hoje, o que podemos depreender é que Meneguelli tem potencial para tirar votos de candidatos de direita, como Maguinha Malta (PL) e Evair de Melo (PP), mas nada impede que fique com parte do quinhão que poderia ir para nomes de centro ou centro-esquerda, como Rose de Freitas (MDB).

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O parlamentar fez fama não apenas como prefeito de Colatina (mandato que exerceu de 2017 a 2020) mas sobretudo como uma espécie de influencer nas redes sociais. Sem muita ideologia envolvida.

Ainda assim, Meneguelli é constantemente criticado por integrantes da direita, especialmente por membros do PL. 

"Quem me conhece sabe que eu sou de centro-direita. Quem criou essa narrativa de que sou esquerdista são justamente as pessoas que não queriam que eu fosse candidato. E isso não é de agora, é da outra eleição (2022)", afirmou o deputado, em entrevista logo após a convenção estadual do PSD, na quarta-feira (5).

"Falam que eu usei a imagem do Bolsonaro e que hoje eu renego. Eu nunca usei a imagem do Bolsonaro na minha campanha. Eu sou até grato a ele por ter convidado um prefeito do interior para ir lá no Palácio (da Alvorada). Foi isso."

Esse negócio de (me chamar de) esquerdista é coisa de alguns patriotários

Sérgio Meneguelli (PSD) Candidato ao Senado

O fato de a direita se incomodar com Meneguelli é o principal termômetro de que ele tem chances de conquistar votos de eleitores desse espectro. Isso, claro, não é uma ciência exata.

O parlamentar foi o deputado estadual mais votado da história do Espírito Santo. Conquistou 138.485 votos. Mas eleição para o Senado é outra coisa.

Naquele mesmo ano, o eleito foi Magno Malta (PL), que obteve 821.189 votos. A segunda colocada, Rose de Freitas, foi escolhida por 747.104 eleitores.

Ou seja, estamos falando de outro patamar. A campanha para o Senado é muito mais robusta e cara.

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Por que, desta vez, Meneguelli não tomou uma rasteira

Um deputado estadual pode ser eleito graças aos votos de uma região do estado, ou mesmo de uma cidade. Mas, para o Senado, o eleito ou eleita precisa ter capilaridade em diversos municípios.

Mas a entrada de Meneguelli ao menos embaralha ainda mais o pleito.

O Espírito Santo tem, ao todo, 11 candidatos ao Senado. Duas vagas estão em jogo, mas a aposta quase unânime é que uma delas vai ficar com o ex-governador Renato Casagrande (PSB).

Assim, dez nomes disputam um lugar só.

Até o ex-secretário estadual de Segurança Pública Rodney Miranda entrou na roda, diretamente de Goiás e filiado ao nanico PRTB.

Esse foi um movimento de última hora que causou mais surpresa que impacto real.

Resta saber se vamos poder dizer algo diferente sobre Meneguelli.


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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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