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"Não sou vice de ninguém", diz Arnaldinho, que não descarta disputar o Senado

Prefeito de Vila Velha segue como pré-candidato ao Palácio Anchieta, mas aliou-se a Pazolini, que está de olho na mesma cadeira

Vitória
Publicado em 18/02/2026 às 17h12
Lorenzo Pazolini, Evair de Melo e Arnaldinho Borgo no Convento da Penha
Lorenzo Pazolini, Evair de Melo e Arnaldinho Borgo no Convento da Penha. Crédito: Leonardo Duarte/PMV

O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), aliou-se ao chefe do Executivo de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), mas garantiu que não vai ser "vice de ninguém". Ele concedeu entrevista à coluna nesta quarta-feira (18), enquanto subia o Convento da Penha ao lado de Pazolini e do deputado federal Evair de Melo (PP).

Foi a primeira agenda dos dois prefeitos, juntos, no município canela-verde, outrora cenário de diversas agendas entre Arnaldinho e o governador Renato Casagrande (PSB). Agora, porém, o tucano alinhou-se ao grupo de Pazolini, principal adversário do socialista.

Tanto Arnaldinho quanto o prefeito de Vitória mantêm-se pré-candidatos ao governo e, mais à frente, vão decidir quem, de fato, vai concorrer à cadeira. O outro deve disputar o Senado, como um aliado do político canela-verde já havia contado à coluna.

A reviravolta que levou à parceria Arnaldine ou Pazaldinho foi revelada com estampido, para surpresa geral, no Sambão do Povo, na abertura do Carnaval de Vitória, no último dia 6. 

Até então, o prefeito de Vila Velha era aliado de primeira hora de Casagrande. De lá para cá, passou a percorrer municípios do interior em tom pré-eleitoral ao lado do prefeito de Vitória. Foi até a Castelo, cidade natal de Casagrande, o que soou como provocação.

Apesar de tudo isso, Arnaldinho ainda se considera um "grande aliado" do governador.

Confira a entrevista:

O que a parceria entre o senhor e o prefeito Pazolini significa na prática, em termos eleitorais?

Na prática, são dois grupos que se unem pensando o futuro do estado do Espírito Santo.

Mas o senhor é pré-candidato a qual cargo?

A gente vai decidir lá na frente. A gente está preocupado em se unir, conversar com o Espírito Santo para que a gente possa, de fato, avançar ainda mais com o estado do Espírito Santo que, nos últimos 24 anos, vem sendo conduzido bem.

Para disputar um cargo em 2026, o senhor tem que renunciar ao mandato de prefeito até 4 de abril. Vai renunciar?

Olha, tudo leva a crer que eu renuncio no dia 4. A gente está à disposição para renunciar.

O senhor descarta disputar outro cargo que não o de governador do estado? Ou pode ser vice ...

Não sou candidato a vice de ninguém.

E a senador?

Vai depender. Eu quero ser candidato ao governo do estado, mas também não tenho essa gana, essa sanha de "tem que ser eu, tem que ser eu". Pode ser o Pazolini, pode ser eu, alguém do nosso grupo.

                

     

"Nós dois seremos candidatos, ou ao governo ou ao Senado"

Vamos jogar com a regra da legislação e decidir até 4 de abril.

O PSDB vai coligar com o Republicanos?

Tudo aparenta que sim. Nós estamos trabalhando juntos, para caminhar juntos, PSDB e Republicanos.

E o Luiz Paulo (Vellozo Lucas), que já foi lançado pré-candidato ao Senado pelo PSDB? Legalmente, é possível que um partido lance dois candidatos a senador quando há duas vagas em disputa. 

Se o senhor for candidato ao Senado, o Luiz Paulo não será?

Luiz Paulo hoje é o pré-candidato a senador do PSDB. Se tiver que ser, vão ser os dois, por que não?

Eu não estou me colocando como candidato ao Senado, mas se houver essa possibilidade, a democracia pode tudo. 

O senhor ainda se considera aliado do governador Renato Casagrande?

   

     

"Eu me considero, sim, um grande aliado (de Casagrande)"

Eu me considero, sim, um grande aliado.

Ele também deve ser candidato ao Senado e o senhor disse várias vezes que o apoiaria. Isso se mantém? 

Aparentemente, sim. Vamos ver o desenrolar da caminhada, mas, até então, sim.

O senhor já conversou com o governador depois da aparição do senhor com Pazolini no Sambão do Povo (dia 6 de fevereiro)?

Não.

E por que essa aproximação com Pazolini, que é rival do grupo de Casagrande?

Nunca tive nada contra o Pazolini, assim como ele nunca teve nada contra mim. Nós decidimos que nós somos dois jovens que temos condições e capacidade de dialogar o futuro do estado do Espírito Santo.

Mas agora o senhor faz parte de um grupo de oposição a Casagrande...

Não sei se significa isso, não. Eu já tinha colocado meu posicionamento falando que quem decide o futuro do Espírito Santo é o povo.

A gente não pode decidir o futuro do Espírito Santo dentro de uma sala apenas com duas, três pessoas. Por isso que nós estamos juntos caminhando o estado do Espírito Santo e dialogando com a sociedade.

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