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"Arnaldinho não pode ser classificado como traidor. Ainda", diz secretário de Casagrande

Prefeito de Vila Velha surgiu ao lado de Lorenzo Pazolini, principal adversário dos casagrandistas

Vitória
Publicado em 09/02/2026 às 12h33
Casagrande (a direita) observa o afago de Pazolini a Arnaldinho durante o discurso do prefeito de Vitória
Casagrande (à direita) observa o afago de Pazolini a Arnaldinho durante o discurso do prefeito de Vitória no Sambão do Povo. Crédito: Marcos Salles

A aparição do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), ao lado do de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), causou um rebuliço na política capixaba. Arnaldinho é aliado do governador Renato Casagrande (PSB). Pazolini é o principal adversário do grupo liderado pelo socialista.

As fotos de mãos dadas com Pazolini no Sambão do Povo, na sexta-feira (6), sugerem que Arnaldinho "virou a casaca" após ser preterido por Casagrande na corrida pelo Palácio Anchieta.

Nesta segunda (09), em entrevista à coluna, o secretário estadual de Saúde, Tyago Hoffmann (PSB), um dos principais conselheiros casagrandistas, evocou uma frase atribuída a Leonel Brizola:

"A política ama a traição e odeia o traidor".

Mas, em seguida, ponderou:

"O prefeito de Vila Velha não pode ser classificado como traidor ainda porque não há anúncio público cravando a presença dele em outro palanque".

A decisão de Arnaldinho de surgir no Sambão acompanhado do adversário dos casagrandistas foi avaliada por Hoffmann como "um erro" e "um comportamento que gera decepção".

"Causou perplexidade, principalmente considerando os investimentos feitos pelo governo do estado em Vila Velha", completou.

"Mas todos, alguma vez na vida, tomamos atitudes e nos arrependemos, não há caminho sem volta. Até que se prove o contrário, ele é um aliado."

De acordo com Tyago Hoffmann, o prefeito de Vila Velha tem as portas abertas para se reaproximar dos casagrandistas e exercer "qualquer papel" no projeto eleitoral de 2026. Menos o de candidato ao governo, vaga já reservada para o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB).

"DESELEGÂNCIA"

Além do impacto visual da chegada conjunta de Arnaldinho e Pazolini ao Sambão na abertura do Carnaval de Vitória, houve um momento, no mínimo, constrangedor.

Durante entrevista coletiva, Pazolini mandou recados eleitorais explícitos, com críticas veladas a Casagrande. Arnaldinho, ao lado do prefeito de Vitória, pareceu meio desconfortável.

O próprio governador estava bem próximo dos dois. Climão.

Hoffmann considerou as declarações de Pazolini como "uma deselegância" e "falta de postura institucional".

"Ele não entende que há separação entre disputa eleitoral e o momento de se comportar como chefe do Executivo municipal."

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