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Em improvável encontro, Majeski e Hartung debatem parceria eleitoral

Conversa passou pelo PSD, no entanto mais improvável ainda é ver o ex-governador e o deputado estadual no mesmo palanque em 2022

Vitória
Publicado em 14/03/2022 às 02h10
Sergio Majeski e Paulo Hartung
Sergio Majeski e Paulo Hartung. Crédito: Lissa de Paula/Vitor Jubini

Um encontro singular ocorreu na última sexta-feira (11). O ex-governador Paulo Hartung esteve com o deputado estadual Sergio Majeski, que fez oposição a ele de 2015 a 2018. Em jogo, as movimentações eleitorais de 2022.

Hartung foi convidado a ingressar no PSD. Se vai ser candidato ao Senado ou a nada, é uma incógnita. Majeski está de saída do PSB, partido do governador Renato Casagrande (PSB), e tem planos de alçar voos mais altos do que a Assembleia Legislativa.

A conversa entre o ex-governador e o deputado foi intermediada pelo ex-presidente do Bandes Aroldo Natal, conforme a coluna apurou. 

O PSD é uma das possibilidades de filiação para o superintendente da Polícia Federal Eugênio Ricas, que já disse que cogita disputar o governo do Espírito Santo. Majeski, de acordo com os termos da conversa com Hartung, poderia também ingressar na legenda e ser candidato a deputado federal ou a senador, com as bençãos do ex-governador.

A coluna entrou em contato com o deputado, que confirmou que esteve com Hartung, após tantos petardos disparados da tribuna da Assembleia.

O parlamentar diz que continua crítico a feitos da gestão Hartung, como o fechamento de algumas escolas, mas reconhece que ele tem importância na história do estado. Em relação a Ricas, Majeski diz que o delegado conta com sua simpatia.

Daí a se filiar ao PSD e aceitar a empreitada é outra história.

O partido, no Espírito Santo, é comandado pelo deputado federal Neucimar Fraga e conta também com influência do ex-secretário de estado José Carlos da Fonseca Jr. 

É duvidoso o espaço para a disputa ao Senado. Se Ricas se lançar mesmo pelo PSD, a chapa majoritária (formada por candidato ao governo, a vice e ao Senado) teria ao menos dois integrantes do mesmo partido, com Majeski, o que resulta em menor campo de negociação com partidos aliados.

Mas mais do que os signos da atual corrida eleitoral, há o passado. Como Majeski explicaria se aliar a Hartung, a quem tanto criticou?

Outras opções para o deputado são o PDT e o PSDB, partidos com os quais ele mantém conversas. 

O PDT deve ficar na coligação de Casagrande. Assim, é improvável que dê a Majeski legenda para concorrer ao Senado. O candidato da coligação do governador é um posto disputado. O PP, como a coluna mostrou, quer a vaga para o deputado federal Da Vitória, pedido feito diretamente pelo presidente da Câmara, Arthur Lira.

Já o PSDB depende se vai também se aliar a Casagrande. Se sim, surge o mesmo problema de congestionamento de candidatos ao Senado.

O tempo está passando e o calendário eleitoral se impõe. Quem quiser disputar algum cargo tem que estar filiado ao partido pelo qual pretende concorrer até 2 de abril.

Em 2018 Majeski quase foi candidato a senador, com o apoio de Casagrande, mas desistiu e tentou mais um mandato de deputado estadual. Foi o mais votado.

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