Até as águas habitualmente calmas do Rio Cricaré parece que ficaram mais agitadas nas últimas horas em Nova Venécia, cidade palco de uma guerra de notas - a favor e contra o governo do Estado.
O primeiro ataque dessa batalha que tem como pano de fundo a sucessão estadual aconteceu na manhã desta terça-feira (24), quando a Câmara de Vereadores aprovou uma moção de repúdio contra o Palácio Anchieta.
Segundo a nota publicada nas redes sociais do legislativo veneciano, os vereadores ficaram insatisfeitos porque não foram convidados a falar durante uma solenidade de assinatura de ordens de serviço, repasses e entregas, por parte da administração estadual, na última sexta-feira (20), em Nova Venécia.
De autoria do presidente da Casa, vereador Victor Cremasco (DC), a moção de repúdio reclamou do tratamento dispensado aos parlamentares durante a cerimônia oficial.
“Causa estranheza e indignação o fato de que, durante toda a solenidade, não foi concedida a palavra a nenhum representante do Poder Legislativo Municipal, enquanto o espaço de fala foi franqueado a pessoas sem vínculo histórico ou representativo com Nova Venécia”, diz trecho do documento.
A nota provocou reação imediata do vereador Marlon Oliveira Galvão, do PSB do governador Casagrande, que na própria postagem da Câmara no Instagram fez questão de ressaltar que não apoiou a votação.
Galvão, na votação em plenário, foi acompanhado por outro parlamentar contrário à nota de repúdio contra o governo do Estado: Zé Luiz do Cricaré (Pode).
A nota, além do presidente da Câmara, teve o apoio dos vereadores Dudu Cesana (Pode), Juarez Oliosi (Pode), Lemão Bicicleta (Pode), Luciano Marcio (PP), Marcelo Alemão (DC), Pastor Deneval (PSD), Regina do Sindicato (PV) e Saulo Ribeiro (PL).
NOTA CONTRA A NOTA
O documento da Câmara de Nova Venécia contra a administração Casagrande provocou um contra-ataque. Quatro vereadores, no começo da tarde, publicaram uma outra nota contra a nota de repúdio patrocinada pela presidência da Casa.
Assinaram a nota, além de Marlon Galvão e Zé Luiz do Cricaré, os vereadores João Júnior Vieira dos Santos (PRD) e Felipe Barbosa dos Santos (PSB). João Júnior se absteve de votar, por força do regimento interno, por estar comandando a sessão; e Felipe dos Santos estava ausente.
O governo do Estado, por meio da sua assessoria, não quis comentar a nota de repúdio da Câmara de Nova Venécia. A prefeitura, comandada por Mario Sérgio Lubiana, o Barrigueira (PSB), por sua vez, alegou que a solenidade esteve a cargo do cerimonial do Estado, a quem coube organizar o evento.
O Rio Cricaré sempre foi conhecido por suas águas tranquilas. Mas as cidades as quais banha, nem sempre.
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