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Bondinho histórico de mais de 90 anos é restaurado no ES

Veículo é o último exemplar da frota da antiga Escelsa, hoje EDP

Vitória
Publicado em 03/03/2026 às 03h11
O Bonde 42 fica exposto ao tempo no pátio da Casa da Memória de Vila Velha, na Prainha
O Bonde 42 fica exposto ao tempo no pátio da Casa da Memória de Vila Velha, na Prainha. Crédito: IHGVV

Está sendo restaurado, pela terceira vez em pouco mais de dez anos, o Bonde Elétrico 42, pertencente à Casa da Memória de Vila Velha, na Prainha. A restauração tem previsão de ser concluída em maio, dentro dos festejos dos 491 anos do município.

Como das vezes anteriores (2015 e 2022), o bondinho, construído nos anos 1930, terá toda a sua estrutura recuperada, com madeiras tratadas e impermeabilizadas. Além de a pintura ser refeita, as peças danificadas serão substituídas e as de metal, recuperadas.

O restaurador-mestre é Marcelo Siqueira, que trabalhou nas duas restaurações anteriores do próprio bondinho, na recuperação das peças de madeira do Teatro Carlos Gomes, no Santuário de Anchieta, na Igreja de Reis Magos e no Convento da Penha, dentre outros equipamentos históricos restaurados. A responsabilidade técnica é da empresa Louise Dupin.

Também a partir de maio, com apoio do Projeto Petrobras Tecnológico, será possível fazer um passeio de bondinho por meio de óculos virtuais, da Prainha até Paul.

A HISTÓRIA DOS BONDES EM VILA VELHA

No dia 12 de abril de 1912, dois bondes elétricos foram inaugurados em Vila Velha e, cinco meses depois, a empresa Viação Eléctrica da Cidade de Espírito Santo comprou mais dois conjuntos e uma gôndola.

Os bondes faziam um percurso de dez quilômetros de trilhos por toda a cidade. Um saía da Prainha (e depois do 3° BC, atual 38º BI de Infantaria) e outro de Paul, e o cruzamento dos dois ocorria na Estação de Aribiri.

 A restauração do bonde tem previsão de ser concluída em maio, dentro dos festejos dos 491 anos do município
A restauração do bonde tem previsão de ser concluída em maio, dentro dos festejos dos 491 anos do município. Crédito: IHGVV

O bonde tinha 12 metros de comprimento, atingia a velocidade máxima de 30 km/h e tinha capacidade para aproximadamente 50 pessoas sentadas, 36 em pé na lateral e cerca de 20 pessoas em pé no meio do carro.

“O Bonde 42 é o último exemplar da frota da antiga Escelsa, hoje EDP, que era a gestora do modal que tem enorme importância no desenvolvimento da cidade. Por onde passou, foram fundados bairros como Ataíde, Aribiri e Glória”, explica o presidente do IHGVV, Luiz Paulo Rangel.

O projeto de manutenção e reforma do Bonde 42 é do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGVV), com apoio da Prefeitura de Vila Velha, da Secretaria Estadual de Cultura e da EDP.

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