Sete anos após ser restaurado, o histórico Bonde 42 passará novamente por reformas. O bonde está instalado no pátio da Casa da Memória de
Vila Velha, na Prainha, exposto ao tempo, o que contribuiu para o seu desgaste precoce. Mas desta vez a prefeitura promete fazer uma cobertura para proteger o veículo.
O restauro, orçado em R$ 80 mil, está sendo feito pela prefeitura em parceria com Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGVV) e Instituto Vale Cultural. O trabalho de restauração, que começa nesta terça-feira (25), prevê o reparo principalmente do teto do bonde, a parte do veículo que mais sofreu desgaste. Algumas peças quebradas também serão respostas.
O Bonde 42, segundo a PMVV, deverá ser entregue todo restaurado até o dia 23 de maio, a tempo das comemorações da Colonização do Solo Espírito-Santense, data magna do
Estado e do município.
No dia 12 de abril de 1912, dois bondes elétricos foram inaugurados em Vila Velha e, cinco meses depois, a empresa Viação Elétrica comprou mais dois conjuntos e uma gôndola. As composições circulavam por dez quilômetros de trilhos por toda a cidade. Uma saía do Centro, outra de Paul, e o cruzamento das duas ocorria na Estação de Aribiri.
“O Bonde 42 é o último exemplar da frota da antiga Escelsa, hoje
EDP, que era a gestora do modal que tem enorme importância no desenvolvimento da cidade. Por onde passou, foram fundados bairros como Ataíde, Aribiri e Glória”, explica o presidente do IHGVV, Lauro Rodrigues.
De acordo com o subsecretário de Cultura de Vila Velha e pesquisador da história do município, Manoel Goes, o bonde tinha 12 metros de comprimento e atingia velocidade de 30 quilômetros por hora. “Comportava aproximadamente 50 pessoas sentadas, 36 em pé na lateral e cerca de 20 pessoas em pé no meio do carro”, lembra.