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Leonel Ximenes

Bondinho histórico pede socorro em Vila Velha

Sem manutenção, sem proteção adequada e danificado, veículo está se deteriorando; prefeitura promete restaurá-lo

Publicado em 02 de Fevereiro de 2021 às 14:13

Públicado em 

02 fev 2021 às 14:13
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

A cobertura do bonde 42 está se desfazendo
A cobertura do bonde 42 está se desfazendo Crédito: Leonel Ximenes
Quem passa em frente ao bondinho histórico instalado no pátio da Casa da Memória, na Prainha, em Vila Velha, toma um susto antes de sentir tristeza. É que o veículo do fim da década de 40 e início da década de 50 do século passado está exposto ao sol e à chuva e se deteriorando. Partes da sua estrutura estão se desfazendo - é a história pedindo socorro.
Prefeitura de Vila Velha, que está restaurando a Casa da Memória, promete restaurar o veículo também. Segundo Manoel Góes, subsecretário municipal de Cultura, o projeto de restauro está em fase de orçamento e captação de parcerias. “Está nos planos da atual gestão construir uma cobertura para proteção do muito visitado bondinho histórico”, promete.
Essa preciosidade realmente merece ser realmente recuperada. O bonde 42 que está em exposição na Casa da Memória é o último exemplar da frota de bondes que atendeu Vitória e Vila Velha. De propriedade da EDP e fabricado pela GE nos EUA, está sob a guarda da PMVV, responsável pela sua conservação, mas infelizmente desde a sua restauração, em 2015, não sofreu qualquer ação de preservação e está bem danificado.
O veículo foi restaurado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGVV) em 2015 com patrocínio privado da Vale e apoio institucional da PMVV. O 42 tem 12 metros de comprimento, era movido a energia elétrica, trafegava a no máximo 30 km por hora e comportava 50 pessoas sentadas e 36 em pé.
Os bondes elétricos foram inaugurados em Vila Velha em abril de 1912 com a chegada da energia elétrica. Foram os bondes os grandes responsáveis pelo crescimento da cidade, e por onde os seus trilhos passaram surgiram bairros importantes como Ataíde, Aribiri e Glória.
Eles saíam de Paul e inicialmente faziam ponto final dentro do hoje quartel do 38º BI do Exército. Depois, seu ponto final foi deslocado para ao lado da histórica Igrejinha do Rosário. Os seus últimos dias foram nos anos 1970, com ponto final na entrada do Centro de Vila Velha, em Jaburuna.
O bonde fica exposto ao tempo no pátio da Casa da Memória de Vila Velha
O bonde fica exposto ao tempo no pátio da Casa da Memória de Vila Velha Crédito: Leonel Ximenes
Segundo Manoel Góes, a Casa da Memória de Vila Velha, que agora terá acessibilidade, tem previsão de reabertura no final de março próximo. O bondinho, por sua vez, ainda não tem data para ser restaurado e entregue ao público.
O subsecretário de Cultura diz que a intenção é entregá-lo recuperado no dia 23 de Maio, data da festa da cidade, mas para isso ainda depende de parceiros para fazer a obra. "Mas não há nada ainda fechado em relação à data", esclarece Góes.
A coluna torce para que o bonde 42 volte aos trilhos da História de Vila Velha e do Estado. E restaurado e bem protegido.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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