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Leonel Ximenes

Prefeitura no ES vai pagar R$ 100 mil em prêmios em vaquejada

Prática foi validada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas sob condições

Públicado em 

28 fev 2026 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Segundo especialistas, a prática da vaquejada surgiu no Nordeste entre os séculos 17 e 18
Segundo especialistas, a prática da vaquejada surgiu no Nordeste entre os séculos 17 e 18 Crédito: Prefeitura de Feira de Santana/Silvio Tito
Depois de sete anos de intervalo, a Prefeitura de Pinheiros anunciou oficialmente o retorno de um dos eventos mais tradicionais do município: a 29ª edição da Vaquejada de Pinheiros será realizada entre os dias 16 e 19 de abril, no novo Parque de Vaquejada Zé Maria.
Os participantes da competição, nas categorias Profissional, Amador, Aspirante, Master, Feminina e Jovem, vão concorrer a um total de R$ 100 mil em prêmios bancados pela prefeitura do Norte do Estado.
“Todo o investimento está sendo realizado com recursos próprios do município, reforçando o compromisso da administração com a valorização das tradições locais”, diz a prefeitura.

O QUE É VAQUEJADA

A vaquejada é uma competição em que dois vaqueiros montados a cavalo têm que derrubar um boi. O animal é puxado pelo rabo e precisa cair entre duas faixas pintadas no chão. Um vaqueiro é responsável por direcionar o boi para o local da faixa e emparelhar o animal com o outro vaqueiro, que puxa o rabo do boi com as mãos para derrubá-lo.
Estima-se que a prática surgiu no Nordeste entre os séculos 17 e 18, a partir de certas tradições: as festas de apartação, que reuniam vaqueiros para separar as boiadas; as pegadas de boi, em que eram capturados animais que fugiam do rebanho; e as corridas de mourão, em que vaqueiros corriam atrás de bois nas fazendas.

ATIVIDADE CHEGOU AO STF

Em março do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) validou a constitucionalidade da vaquejada como manifestação cultural e desportiva no Brasil, confirmando a Emenda Constitucional 96/2017.
A decisão, em sessão virtual, reconheceu a prática como patrimônio cultural imaterial, no entanto exigiu regulamentação específica para garantir o bem-estar dos animais envolvidos na competição, sem crueldade.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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