Um dos imóveis comerciais mais tradicionais e conhecidos de Vitória foi arrematado em leilão judicial, na manhã desta segunda-feira (2). O edifício onde funciona a tradicional Celga, armarinho com forte presença no comércio local há décadas, foi vendido após uma intensa disputa que contou com 80 lances.
Avaliado inicialmente em R$ 12 milhões, o imóvel teve lance inicial de R$ 6 milhões e, após a sequência de ofertas ao longo do leilão, foi arrematado por R$ 10,1 milhões, com possibilidade de pagamento parcelado em 30 vezes.
Localizado em uma das principais ruas da capital capixaba, na esquina da Reta da Penha com a Rua Aleixo Neto, na Praia do Canto, o prédio se destaca pela sua posição estratégica em via de grande circulação, reunindo características que despertaram o interesse de investidores ao longo de todo o certame.
A Celga é reconhecida como um dos estabelecimentos mais tradicionais do comércio de Vitória, fator que contribui diretamente para a relevância do imóvel no cenário urbano e comercial da cidade.
“O resultado reforça a consolidação dos leilões judiciais como uma alternativa segura para aquisição de imóveis”, afirma a leiloeira oficial Hidirlene Duszeiko, da HD Leilões, que conduziu o certame de venda do imóvel da Celga.
TRADIÇÃO DE 47 ANOS
O edifício “Celga Cruz”, distribuído em três pavimentos, tem área total construída de 715,60 m². A empresa foi fundada há 47 anos pelo empresário Paulo Celga, que morreu em 4 de fevereiro de 2018. A mulher dele, Márcia Celga, que também administrava a loja, morreu aos 67 anos, em 31 de dezembro de 2023, véspera de Ano-novo.
Valdete Barbosa, atual proprietária da loja, disse à coluna no dia 12 de fevereiro que o armarinho vai continuar funcionando, independentemente do resultado do leilão - no mesmo local ou em outro ponto comercial, dependendo de negociações com o novo proprietário do imóvel.
Indagada pela coluna, a leiloeira oficial Hidirlene Duszeiko alegou que, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não é possível divulgar a identidade do arrematante, "garantindo assim a preservação de seus dados pessoais e o respeito à privacidade, conforme determina a legislação vigente".
A leiloeira informou também que a dívida que deu origem ao leilão é de responsabilidade do espólio de Paulo Roberto Celga, sendo o Estado do Espírito Santo o credor, em cujo favor será destinada a quitação do débito.
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