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Jornalista de A Gazeta há 10 anos, está à frente da editoria de Esportes desde 2016. Como colunista, traz os bastidores e as análises dos principais acontecimentos esportivos no Espírito Santo e no Brasil

Talento individual e DNA de campeão levaram o Flamengo ao título da Supercopa

Em jogaço contra o Palmeiras, Rubro-Negro provou que mesmo sem jogar tudo que pode é capaz de levantar taças. Diego Alves e Arrascaeta brilharam

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 11/04/2021 às 15h01
Atualizado em 11/04/2021 às 15h01
Flamengo vence o Palmeiras e conquista o bicampeonato da Supercopa do Brasil
Flamengo vence o Palmeiras e conquista o bicampeonato da Supercopa do Brasil. Crédito: Alexandre Vidal/Flamengo

Conquistar uma taça em uma competição de futebol requer de um time que seu elenco tenha jogadores com diversas características: talento, inteligência, equilíbrio, força física, garra, persistência e tantas outras. Mas frieza foi a qualidade que conduziu o Flamengo ao título da Supercopa do Brasil, na tarde deste domingo (11). O Rubro-Negro superou o Palmeiras nas penalidades por 6 a 5, após o empate em 2 a 2 no tempo regulamentar.

No momento mais decisivo do jogo, brilhou a estrela e a competência do goleiro Diego Alves, que defendeu três pênaltis do Palmeiras e passou segurança para os demais jogadores cobrarem com tranquilidade. Após o Verdão perder duas chances de conquistar o título nas penalidades, o Flamengo foi fatal para liquidar a disputa e levantar a taça.

O bicampeonato da Supercopa fala muito sobre o que se tornou esse elenco do Flamengo. Um time que consegue alcançar seus objetivos mesmo quando não deixa todo o seu potencial em campo. O talento individual e o DNA de campeão falam muito alto. Arrascaeta, em lance de craque, marcou o segundo gol, e Diego Alves, que brilhou nos pênaltis, também se destacou no tempo normal com boas defesas.

Em final, o que importa é deixar o campo de jogo com a taça. E isso o Flamengo fez. Mas é impossível não observar que o time comandado por Rogério Ceni flertou com a derrota várias vezes. O esquema que deu certo no final da última temporada, com Arão na defesa e Diego no meio-campo pode não ser mais o ideal. O setor defensivo ficou exposto. O Palmeiras criou muitas chances, finalizou dez vezes em direção ao gol, mas esbarrou na boa atuação do goleiro rubro-negro e na falta de capricho de seus jogadores.

Muitas atuações deixaram a desejar: Gerson e Éverton Ribeiro estiveram apagadíssimos. Bruno Henrique foi nada mais que esforçado. Isla, como sempre limitado na defesa. Rodrigo Caio cometeu pênalti infantil ao puxar a camisa de Rony duas vezes. Muito disso pode ser corrigido por Ceni nos treinos. Porém, a diretoria vai precisar entrar em cena para reforçar esse elenco no meio-campo e na zaga.

PALMEIRAS VENDEU CARO

Há também de se reconhecer os méritos do Palmeiras em vender o jogo muito caro. O time comandado por Abel Ferreira é ótimo. O goleiro Weverton teve uma atuação sensacional nos 90 minutos e também nas penalidades. Gustavo Gomes, apesar de batido por Filipe Luís no primeiro gol rubro-negro, foi muito bem. Raphael Veiga marcou dois gols e jogou demais. No ataque, Rony deu uma boa dor de cabeça aos zagueiros do Flamengo.

No Verdão, inexplicável é a titularidade de Luan. Falhou no primeiro gol do Flamengo, perdeu pênalti de forma displicente e é o jogador mais fraco do sistema defensivo. Ainda assim, olho nesse Palmeiras. Vem muito forte para a temporada. Candidatíssimo aos títulos que disputará esse ano.

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