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Número de raios cresce 12% e chega a quase 900 mil em um ano no ES

Número de raios cresce 12% e chega a quase 900 mil em um ano no ES

Especialista explica que aquecimento global tem feito quantidade de raios crescer e pode contribuir para novos temporais, como a ocorrido nesta semana

Publicado em 25 de janeiro de 2023 às 12:09

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Torres do bairro Jesus Nazareth com raios ao fundo na noite de teça (30/11)
Tempestade com raios atrás do  Morro Jesus de Nazareth, em Vitória. (Vitor Jubini)

O número de raios que atingem o Espírito Santo cresceu 12% no ano passado, conforme dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat). Para o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), o aumento registrado na comparação com 2021 tem relação com o aquecimento global. Durante o temporal dessa terça-feira (24), o Estado teve a maior incidência do país.

Em entrevista dada à TV Gazeta, o coordenador do Elat, Osmar Pinto Junior, declarou que tempestades como a ocorrida no Estado não são comuns. "Nos últimos anos, nós não temos visto uma tempestade tão forte na madrugada, no Espírito Santo, como essa que aconteceu", afirmou.

Dados levantados pelo Elat a pedido de A Gazeta mostram que o período com mais raios é entre a primavera e o verão. Nessas duas estações, o Estado é frequentemente atingido por zonas de convergência, sistemas que provocam muita chuva e instabilidade meteorológica.

Segundo o pesquisador, os raios estão aumentando no Estado por causa do aquecimento global. "Com as temperaturas mais altas, existe mais umidade na atmosfera e, com isso, ocorrem mais tempestades e mais tempestades intensas", explicou Osmar Pinto Junior.

Para o especialista, a tempestade ocorrida na madrugada dessa terça-feira (24) em território capixaba pode ser um prenúncio de uma situação que pode se repetir nos próximos anos, com mais frequência.

Como a quantidade de raios é calculada?

O número de quase 900 mil raios em um ano apenas no Espírito Santo chama atenção e levanta dúvidas sobre como é feita essa contagem pelo Elat. O coordenador do grupo esclareceu que há duas formas diferentes de fazer tal medição: a primeira por uma rede de sensores na superfície e a segunda com monitoramento de satélites.

"Quando um raio acontece, ele emite radiação eletromagnética. Os 100 sensores espalhados pelo país captam essa radiação, a gente processa a informação e consegue descobrir quantos raios foram, onde caíram e a intensidade deles. A nossa contagem usa também dados de satélite, as duas fontes", disse.

Segundo o pesquisador, o lugar mais seguro para ficar durante uma tempestade com raios é dentro de um carro. "Apesar de um carro ser 100% seguro, pois nunca morreu uma pessoa no mundo, o veículo, se for atingido, pode sofrer avarias significativas", citou Osmar.

O coordenador do Elat também citou como exemplo um caso em Goiás, que aconteceu na semana passada, em que uma caminhonete foi atingida por uma antena de rádio e teve problemas na rede elétrica. A pessoa que estava dentro do automóvel, no entanto, não ficou ferida. 

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