> >
STF forma maioria no plenário virtual para manter Bolsonaro na Papudinha

STF forma maioria no plenário virtual para manter Bolsonaro na Papudinha

Defesa pede prisão domiciliar citando as condições de saúde do ex-presidente; referendando decisão anterior, Moraes diz que instalações do presídio são suficientes

Publicado em 5 de março de 2026 às 14:59

BRASÍLIA - A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanharam o voto do ministro Alexandre de Moraes, que na última segunda-feira (2) já havia negado o pedido de prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro, apontando que o presídio tem estrutura suficiente para suprir as necessidades médicas do ex-presidente.

O ex-presidente Jair Bolsonaro na saída de hospital em Brasília, após passar por procedimentos em setembro de 2025
O ex-presidente Jair Bolsonaro na saída de hospital em Brasília, após passar por procedimentos em setembro de 2025 Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O julgamento em plenário virtual se encerra nesta quinta-feira (5) e envolve a Primeira Turma do STF. Ainda falta o voto da ministra Cármen Lúcia.

A defesa do ex-presidente pede que o STF conceda a prisão domiciliar em caráter humanitário, considerando que Bolsonaro enfrentou uma série de procedimentos médicos e problemas de saúde nos últimos anos.

Mais recentemente, o político teve soluços e caiu dentro da cela na Superintendência da Polícia Federal. Anteriormente, passou por cirurgias de correção de hérnia inguinal e desobstrução do intestino — o quadro é consequência do atentado a faca durante a campanha eleitoral de 2018.

Na decisão de segunda, Moraes aponta que Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos na Papudinha entre 15 de janeiro e 27 de fevereiro. Também cita 13 sessões de fisioterapia, 33 sessões de atividades físicas e "visitas permanentes" de familiares sem necessidade de autorização judicial.

Moraes traz à decisão o resultado de uma perícia médica da PF que nega quadro de depressão, aponta boas condições neurológicas, melhora no sono, e quadro clínico geral estável do ex-presidente. O laudo diz que, embora o quadro de saúde seja complexo, as condições de Bolsonaro não demandam cuidados em nível hospitalar.

Por último, o ministro alude ao episódio em que Bolsonaro queimou com um ferro de solda sua tornozeleira eletrônica. "Desse modo, não se verifica a presença dos requisitos excepcionais para a concessão de prisão domiciliar humanitária, em face do descumprimento das medidas cautelares, dos atos concretos de tentativa de fuga e [...] do resultado da perícia médica oficial."

Este vídeo pode te interessar

  • Viu algum erro?
  • Fale com a redação

Tópicos Relacionados

A Gazeta integra o

The Trust Project
Saiba mais