SÃO PAULO - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diz que fica "feliz e agradecido" com os apoios que vem recebendo na reta final das eleições no mesmo dia em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou nota pedindo voto em favor de candidatos que defendam as instituições, a ciência e a diversidade, em recado velado contra a reeleição de Jair Bolsonaro (PL).
O tucano não recomenda o voto em nenhum candidato e não cita Bolsonaro nominalmente.
"Todo o apoio que vier para a gente levar essa eleição logo, eu acho que é melhor para todo mundo. Agradeço as pessoas que estão demonstrando confiança agora. Fico feliz, obviamente, agradecido, e espero que mais gente saiba o que está acontecendo no Brasil e que mais gente se defina", afirmou o petista nesta quinta-feira (22).
Segundo o ex-presidente petista, a sua chapa, com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) como vice, é "efetivamente a chapa que pode ser eleita e recuperar o país".
Segundo Macedo, a publicação de FHC descreve a trajetória de Lula e o significado da candidatura do petista.
Na postagem, FHC pediu que eleitores votem "em quem tem compromisso com o combate à pobreza e à desigualdade, defende direitos iguais para todos independentemente da raça, gênero e orientação sexual, se orgulha da diversidade cultural da nação brasileira, valoriza a educação e a ciência e está empenhado na preservação de nosso patrimônio ambiental, no fortalecimento das instituições que asseguram nossas liberdades e no restabelecimento do papel histórico do Brasil no cenário internacional".
Para Macedo, "ali está a história de Lula". Na opinião do tesoureira da campanha petista, FHC foi, no entanto, respeitoso com o PSDB, que apoia formalmente a candidatura da senadora Simone Tebet. Por isso, FHC não teria citado o nome de Lula.
Coordenador de comunicação da campanha, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, diz que "a manifestação do Presidente Fernando Henrique Cardoso é coerente com a sua história de vida e com o seu legado".
Para Edinho, a nota é muito boa. "Nunca foi tão importante a unidade dos democratas na defesa do Brasil. No dia 2 o nosso povo terá que fazer a escolha entre o Brasil moderno ou a barbárie, entre civilidade ou fascismo, em um momento histórico como esse não cabe omissão", disse Edinho Silva.
Desde a semana passada, petistas esperavam uma manifestação de apoio de FHC. Segundo aliados do tucano, emissários de Lula chegaram a solicitar um encontro com FHC. Mas não foi possível viabilizar essa cobiçada fotografia.