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Leia tudo o que Bolsonaro e seus ministros falaram na reunião ministerial

Laudo elaborado pela Polícia Federal traz transcrição do vídeo que foi liberado nesta sexta-feira (22) pelo ministro do STF, Celso de Mello

Publicado em 22/05/2020 às 17h28
Atualizado em 22/05/2020 às 19h26
Bolsonaro em reunião ministerial
Bolsonaro em reunião ministerial. Crédito: Reprodução | STF

O ministro Celso de Melo, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (22) levantar o sigilo do vídeo da reunião ministerial ocorrida em 22 de abril no Palácio do Planalto. Leia o laudo de perícia elaborado pela Polícia Federal com a degravação da reunião na íntegra.

Laudo da Polícia Federal com transcrição do vídeo

A reunião foi marcada por palavrões, briga de ministros, anúncio de distribuição de cargos para o Centrão e ameaça do presidente Jair Bolsonaro de demissão “generalizada” a quem não adotasse a defesa das pautas do governo. Participaram da reunião ao menos 40 pessoas, entre ministros, presidentes de bancos públicos, assessores especiais, ajudantes de ordens, cinegrafista e fotógrafo.

Em nota, a defesa do ex-ministro Sergio Moro afirmou que ‘recebeu com respeito e serenidade’ a decisão do decano. “A decisão possibilita às autoridades e à sociedade civil constatar a veracidade das afirmações do ex-ministro em seu pronunciamento de saída do governo e em seu depoimento à Polícia Federal, em 2 de maio”.

“A decisão do Ministro Celso de Mello ressalta o avanço democrático brasileiro, coibindo qualquer tipo de arroubo autoritário e reafirmando a soberania da lei e dos valores da Constituição Cidadã”, disse o criminalista Rodrigo Sánchez Rios, que defende Moro.

CADEIA

O vídeo da reunião ministerial também registra o ministro da Educação Abraham Weintraub dizendo “que todos tinham que ir para a cadeia, começando pelos ministros do STF”. “Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia”, disse Weintraub na reunião.

A Advocacia-Geral da União (AGU) havia pedido o levantamento do sigilo apenas das declarações do presidente na reunião. O governo chegou a se opor à divulgação da íntegra do material sob a alegação de que foram tratados “assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado”.

Segundo o Estadão apurou, Celso de Mello ficou “incrédulo” ao assistir ao vídeo no início desta semana.

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