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Assessores do MEC aguardam demissão de Weintraub nesta quinta (18)

Weintraub deve cair após um longo desgaste político com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)

Publicado em 18/06/2020 às 09h01
Atualizado em 18/06/2020 às 09h01
Abraham Weintraub deu o panorama do primeiro dia de realização do Enem
Abraham Weintraub. Crédito: Luis Fortes/MEC

Assessores próximos do ministro da Educação, Abraham Weintraub, aguardam para esta quinta-feira (18) o capítulo final sobre sua demissão do cargo.

A expectativa dentro do ministério é que ele e o presidente Jair Bolsonaro anunciem sua saída do comando do MEC. Segundo aliados, a queda não deve passar de sexta-feira (19).

Weintraub deve cair após um longo desgaste político com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), agravado com o episódio do último domingo (14) em que compareceu a um protesto em Brasília de apoiadores do governo.

No encontro com manifestantes, sem citar ministros do STF, Weintraub voltou a usar a palavra "vagabundos", em uma referência à afirmação dele na reunião ministerial de 22 de abril, em que disse: "Eu, por mim, colocava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF".

As declarações provocaram uma reação do Supremo, que nos bastidores tem cobrado a demissão do ministro. Sua permanência ficou insustentável, segundo assessores presidenciais, e a saída passou a ser defendida pelo entorno de Bolsonaro, que sofre pressão dos filhos para mantê-lo no MEC.

Bolsonaro pode indicar um ministro interino para o cargo, como antecipou a colunista Mônica Bergamo.

Ele tenta ainda resolver a situação do próprio Weintraub, que ganharia um cargo no exterior - em uma representação diplomática ou em um banco internacional. O ministro Paulo Guedes foi escalado para tentar resolver a questão.

Bolsonaro tem sido pressionado a manter a pasta sob o comando da ala ideológica e olavista de apoio ao governo.

A opção mais forte até agora é que um funcionário do ministério assuma a pasta de modo interino até a definição do novo ministro.

O secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim, é o principal nome que circula no grupo de bolsonaristas mais ideológicos.

Nadalim chegou ao cargo por indicação do escritor Olavo de Carvalho ainda na equipe do ex-ministro Ricardo Vélez Rodríguez --quando este foi demitido, também houve campanha para que Nadalim fosse nomeado ministro.

O governo não ignora o desgaste de insistir com um olavista; os acenos ideológicos de Weintraub culminaram na atual crise com o STF(Supremo Tribunal Federal).

Nome forte na militância, Nadalim não tem, por outro lado, nem apoio de militares, nem respaldo do Congresso --partidos do centrão, que agora apoiam o governo, também articulam para emplacar o substituto.

Outra nome que tem ganhado força é o do presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Benedito Aguiar.

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