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Apreender celular de Bolsonaro teria 'consequências imprevisíveis', diz Heleno

Pedido foi feito por partidos e PGR deve opinar pelo arquivamento, mas ministro de Bolsonaro publicou texto em tom ameaçador

Publicado em 22/05/2020 às 16h01
Atualizado em 22/05/2020 às 16h21
General Augusto Heleno
General Augusto Heleno, da reserva do Exército, é um dos principais aliados militares de Bolsonaro. Crédito: Marcos Corrêa/PR

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional do governo Bolsonaro, general Augusto Heleno, publicou uma nota pública no Twitter na tarde desta sexta-feira (22), em tom de ameaça. O chefe do GSI falou sobre o pedido de apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro e seu filho Carlos, o que classificou como "inacreditável".

"O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República aleta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional", escreveu.

A apreensão do celular de Bolsonaro, de um dos filhos, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), além do depoimento do presidente, foram requisitados pela deputada federal Gleisi Hoffmann e pelo governador da Bahia, Rui Costa, ambos do PT, e pelas bancadas do PDT, PSB E PV. Ao todo, o grupo apresentou três notícias-crimes em que acusam Bolsonaro de interferência na Polícia Federal.

ARAS DEVE OPINAR PELO ARQUIVAMENTO 

No governo, é dado como certo que o procurador-geral da República, Augusto Aras, deverá opinar pelo arquivamento das notícias-crimes, mas isso não impediu que Heleno divulgasse condenando o pedido e alertando para possíveis consequências. “Caso se efetivasse, seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder, na privacidade do Presidente da República e na segurança institucional do País”, afirma o ministro do GSI.

O recado de Heleno ao Supremo ocorre pouco antes de Celso de Mello decidir sobre a divulgação do vídeo da polêmica reunião ministerial do dia 22 de abril. Segundo o ex-ministro Sérgio Moro afirmou em depoimento, na ocasião Bolsonaro ameaçou demiti-lo caso não trocasse o comando da Polícia Federal. Um inquérito na Corte investiga se o presidente interferiu de forma irregular no órgão de investigação.

Com informações da Agência Estado

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