Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 17:23
Se as rodovias federais garantem a conexão do Espírito Santo com as outras unidades da Federação, as vias estaduais formam o sistema que liga o polo produtivo do interior aos grandes hubs logísticos e portuários do litoral. >
Enquanto garantem o tráfego diário de milhares de pessoas, essa malha atua como o elo essencial para a competitividade local, determinando a rapidez e o custo de escoamento de produtos, como café conilon, rochas ornamentais e celulose, entre outras produções.>
Segundo o subsecretário de Estado de Desenvolvimento (Sedes), Celso Guerra, manter e expandir essa rede são estratégias para garantir a competitividade das regiões e reduzir o custo logístico das empresas. “Ter um sistema viário de qualidade é sinônimo de segurança e eficiência. As rodovias não somente conectam regiões produtivas, mas também aproximam pessoas, serviços e destinos turísticos. Cada quilômetro pavimentado representa novas oportunidades e mais dinamismo econômico”, define.>
Com o aumento do tráfego, o Estado aposta em obras que conciliam mobilidade e segurança. Dentre os eixos prioritários, o diretor-geral do Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES), José Eustáquio de Freitas, destaca a integração entre a BR 262 e a BR 101, passando pela Darly Santos e pela Leste-Oeste, em Vila Velha. Os trechos incluem dois novos viadutos para reduzir conflitos entre veículos pesados e o trânsito urbano. “Essas conexões proporcionam uma mobilidade que transforma a vida dos moradores e usuários, ao separar o tráfego pesado do fluxo urbano”, explica o José Eustáquio de Freitas.>
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Outro investimento é o Contorno de Jacaraípe (ES 115), com 8,5 km duplicados e R$ 230 milhões aplicados, que será estendido até Nova Almeida e Praia Grande, conectando-se à ES 010 na ponte de >
Piraquê-Açu. Em Aracruz, dois contornos interligam o polo de celulose ao Porto da Imetame e podem aliviar o tráfego urbano, conforme Freitas. O Sul tem 19,9 km e investimento de R$ 164 milhões, terminando na ES 257. Já o Norte, com 7,3 km e R$ 38,4 milhões, une a ES 124 à ES 257, criando o primeiro acesso direto ao porto.>
Além do papel produtivo, as rodovias estaduais impulsionam o turismo e o desenvolvimento local. Guerra cita a Estrada-Parque do Caparaó, em projeto de qualificação, como exemplo de infraestrutura que amplia o potencial turístico.>
“Um dos elementos centrais para a qualificação do turismo é ter boas estradas. O Caparaó tem uma vocação natural para o turismo, e estamos trabalhando na melhoria da via que liga a BR 262 ao parque. Isso gera fluxo, renda e oportunidades”, afirma o subsecretário.>
Programas como o “Caminhos do Campo” também expandem a produtividade do agronegócio capixaba. Um exemplo é a Rota do Conilon, entre Vila Valério, Jaguaré e Governador Lindenberg — maior região produtora de café conilon do país. O DER-ES informa que está concluindo 38,6 km da ES 230, com investimento de R$ 147,3 milhões. Outro trecho estratégico é entre Mantenópolis e Barra de São Francisco, com 45 km de pista nova, que chega próximo à divisa com Minas Gerais.>
“Onde colocamos uma rodovia, o arranjo produtivo se fortalece. A pecuária cresce, a produção se diversifica, surgem novas oportunidades de trabalho e aumenta a arrecadação municipal e estadual”, afirma o diretor-geral.>
A expansão da malha é acompanhada por tecnologia e inovação, por meio de recursos públicos e financiamentos internacionais, firmados com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Mundial e o Banco do Nordeste. O Programa de Manutenção Proativa (Proativa-ES) monitora 3.862 km de rodovias pavimentadas, com foco em fluidez, segurança e resiliência climática.>
O Estado está ainda investindo na pavimentação da ES 442, uma estrada de terra entre Colatina e Linhares, localizada próxima à WEG e com entrocamento na BR 101. Há obras previstas para 2026 nas rodovias ES 130, ES 209 e ES 320, que cortam Pinheiros, Montanha, Mucurici e Ponto Belo, no Nordeste capixaba. No Sul, o governo vai reformar a ES 166 e criar o contorno de Conduru, entre Cachoeiro de Itapemirim e Castelo. O investimento prevê também pontes e instalação de pontos de ônibus. >
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