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Presença dos estudantes
não é obrigatória, mas
quem vai precisa se manter
distante do outro
Presença dos estudantes não é obrigatória, mas quem vai precisa se manter distante do outro. Crédito: Carlos Alberto Silva

Aula híbrida e regra de higiene para barrar a Covid-19 na porta

Reforço na limpeza e revezamento, com parte da turma em atividades presenciais e parte remota, devem ser mantidos em 2021 na rede pública

Vitória
Publicado em 03/12/2020 às 00h40

As escolas do Espírito Santo estiveram fechadas por quase sete meses devido à pandemia da Covid-19. A reabertura das unidades de ensino só foi autorizada mediante o cumprimento de protocolos de segurança definidos pelas Secretarias de Estado da Saúde (Sesa) e da Educação (Sedu), e desde que o município apresentasse baixo risco de transmissão da doença, conforme indicadores estabelecidos pelas autoridades sanitárias.

Uso de máscaras, distanciamento e higienização frequente das mãos, que são recomendações para toda a sociedade enquanto não houver vacina, dentro das escolas tornaram-se práticas obrigatórias para viabilizar o seu funcionamento. As regras valem tanto na rede pública quanto na privada, e visam à prevenção e ao controle do novo coronavírus (Sars-Cov-2), causador da doença.

As unidades de ensino passaram por redimensionamento dos espaços, com demarcação de áreas de circulação e assento, nas salas de aula e áreas comuns, a fim de garantir a distância mínima de 1,5 metro entre as pessoas.

Com a implementação dessa medida, nem todas as escolas comportam receber 100% dos alunos simultaneamente e, por essa razão, também precisaram adotar o revezamento, ou seja, parte da turma tem atividades presenciais, parte remota.

É um resumo do ensino híbrido, que deverá continuar ao longo de 2021, uma vez que já foi autorizado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) até o final do próximo ano. Álcool em gel (70%) é mais um item de segurança que foi incorporado à rotina das escolas. Dispensadores com o produto foram espalhados por corredores, pátios, portarias e até na sala de aula.

Tudo pronto para volta às aulas na CEEFTI Galdino Antonio Vieira. As escolas ficaram fechadas por meses por causa da pandemia de coronavírus
Escolas disponibilizaram álcool para higienização. Crédito: Carlos Alberto Silva

O acesso às escolas também tem maior controle. Ninguém passa da porta sem aferição da temperatura e, até mesmo para as famílias dos alunos, a entrada só é autorizada em condições específicas.

Pais e responsáveis, inclusive, têm a obrigação de deixar as crianças e adolescentes em casa, ao menor indicativo de sinal gripal. Na eventualidade de o sintoma se manifestar quando o aluno já estiver na escola, e isso vale também para os professores e servidores, é preciso ter uma sala específica para isolar a pessoa supostamente infectada, enquanto aguarda para poder ir embora.

Para que todas as medidas sejam rigorosamente cumpridas, as unidades de ensino ainda tiveram que organizar comitês de controle das práticas. Mesmo com essas e outras normas, muitas famílias ainda não se sentem seguras para enviar os filhos às atividades presenciais, e tiveram a autorização de permanecer apenas com o ensino remoto até o final do ano letivo.

Na rede estadual, em outubro, a participação estava em torno de 15% dos 240 mil alunos. Nas municipais, mais da metade dos 78 municípios decidiu manter somente as atividades remotas em 2020, após consulta à comunidade escolar. A maioria das escolas particulares, por sua vez, reabriu as portas, mas também por lá a adesão não foi integral ao retorno presencial.

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