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Regiane Caetano, 38 anos, realizava o sonho sendo professora
Regiane Caetano, 38 anos, realizava o sonho sendo professora . Crédito: Acervo Pessoal

Morta a facadas enquanto dormia, Regiane vivia o sonho de ser professora

De acordo a polícia, o autor do crime é o marido, Cléber Alves, 41 anos. Casal tinha duas filhas jovens e estava em processo de separação

Colatina / Rede Gazeta
Publicado em 25/05/2021 às 20h07

Assassinada brutalmente a facadas enquanto dormia, a professora Regiane Caetano, de 38 anos, vivia seu sonho profissional como educadora e preparava novos planos na profissão que almejava seguir desde a adolescência.

Regiane foi morta de forma brutal noite da última sexta-feira (21), em Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo. Segundo a polícia, o marido da vítima confessou o crime. Eles estavam em processo de separação e Cleber Alves, 41 anos, teria sido motivado por ciúmes. O casal tem duas filhas, 12 e 19 anos. Eles se casaram há cerca de 20 anos, quando Regiane tinha apenas 18.

Muito próxima da vítima, uma das tias contou que a mulher estava se separando do marido, mas decidiu cuidar dele que relatava estar sofrendo com um quadro depressivo. “Eles estavam se separando, mas ele falava que estava com depressão. Ela na simplicidade foi cuidar dele e ele acabou fazendo isso com ela”, relatou Maria Madalena Miguel.

A tia também contou do desejo de Regiane de ser professora. Ela lembrou que esse sonho vinha de muito tempo, mas a sobrinha só conseguiu realizar nos últimos anos. Essa persistência da professora é lembrada por Queila Ap. Prati Lenzi, diretora da EMEI Tia Rita, que trabalhou com Regiane nos últimos anos. “Ela começou na educação como servente, depois foi estudando e se formou como professora”, contou.

Colega de profissão de Regiane, Marcelo Moro é amigo de infância da professora. Os dois cresceram juntos na comunidade São João Batista. O professor afirma que Regiane estava realizando o sonho de trabalhar na educação e se recorda que ela falava do desejo desde a adolescência.

A professora Regiane Caetano, de 38 anos, vivia seu sonho profissional como educadora
A professora Regiane Caetano, de 38 anos, vivia seu sonho profissional como educadora. Crédito: Acervo Pessoal

O amigo destaca que ela era muito atenciosa com os alunos e apaixonada por trabalhar com a educação. A característica também é lembrada pela diretora Queila. “Ela estava sempre disposta a contribuir no seu ambiente de trabalho tanto como professora como pedagoga. Sua alegria e determinação eram contagiantes, tanto que conquistou o carinho de todos por onde trabalhou, colegas de trabalho, pais e alunos, com seu jeito carinhoso, prestativo e profissional que sempre foi”, relatou.

A diretora também revelou que Regiane tinha acabado de concluir o seu estágio probatório como professora efetiva da rede municipal de ensino e agora estava se preparando para fazer um concurso para ser pedagoga.

Mesmo trabalhando como professora, Regiane não abandonou as origens e a vida simples que teve na zona rural. “Além de professora e pedagoga, nos finais de semana era agricultora, trabalhava e cuidava da lavoura e viveiro de café. Sempre trabalhou muito, desde cedo, para ter uma vida melhor e poder realizar seu sonho que era ver suas filhas felizes e poder arcar com os estudos delas. Sempre demonstrou ser uma super mãe, dedicada e preocupada com o futuro das filhas”, lembrou Queila.

A MORTE

A professora foi morta a golpes de faca na noite da última sexta-feira (21), em Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo. De acordo a polícia, o autor do crime é o marido da vítima, Cléber Alves, 41 anos. O casal tinha duas filhas jovens e estava em processo de separação.

Segundo informações da polícia, a mulher tinha ido dormir quando o agressor desferiu as facadas na altura do peito da vítima. O homem ainda simulou socorrer a vítima e levou Regiane até o hospital do município, alegando que outra pessoa tinha cometido o crime.

Regiane Caetano, 38 anos, foi morta a golpes de faca
Regiane Caetano, 38 anos, foi morta a golpes de faca. Crédito: Reprodução/ Redes Sociais

Ele relatou para a equipe médica que estava sozinho com a companheira em casa quando ele se deitou para dormir e escutou a esposa gritando "socorro". Aos profissionais de saúde, o acusado relatou que ao chegar na sala se deparou com a mulher sentada no chão, ensanguentada e que ,após vê-la naquela situação, vestiu uma roupa, pegou seu automóvel e a socorreu. A mulher acabou morrendo na unidade.

Os funcionários desconfiaram da atitude do homem e acionaram a Polícia Militar, que levou Cléber até a Delegacia Regional de Linhares, onde ele confessou o crime. O agressor foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio, qualificado por feminicídio, e encaminhado ao sistema prisional.

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