Publicado em 6 de março de 2026 às 20:01
Uma força-tarefa, que reuniu agentes de segurança federais e estaduais, prendeu 201 agressores de mulheres no Espírito Santo num intervalo de apenas 15 dias. A ação conjunta faz parte de uma iniciativa do governo federal que reforça estratégias do Pacto contra o Feminicídio. >
Para realizar as prisões, em cumprimento de mandado ou em flagrante, foram deflagradas duas operações: Mulher Segura, em parceria com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), e Alerta Lilás II, conduzida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). >
Conforme informações da Presidência da República, as duas iniciativas fazem parte das ações do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, que articula Executivo, Legislativo e Judiciário para ampliar a prevenção da violência, fortalecer a proteção às vítimas e garantir a responsabilização de agressores.>
Durante 15 dias, foram mobilizados 38.564 agentes de segurança, com apoio de 14.796 viaturas, em 2.050 municípios brasileiros. Foram realizadas 42.339 diligências, com 18.002 medidas protetivas de urgência acompanhadas e 24.337 vítimas atendidas. Para ampliar a capacidade operacional dos estados, o Ministério da Justiça destinou cerca de R$ 2,6 milhões para pagamento de diárias de policiais, ampliando o efetivo empregado nas ações. Em todo o país, as duas operações resultaram na prisão de 5.238 suspeitos de crimes relacionados à violência de gênero.>
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Além das prisões, também foram adotadas medidas preventivas, como campanhas de conscientização para reforçar ações educativas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero.>
As operações Mulher Segura e Alerta Lilás II integram o plano de trabalho apresentado na última quarta-feira (4) pelo Comitê Interinstitucional de Gestão do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio. O plano tem a finalidade de organizar, integrar e consolidar as ações prioritárias, previstas no compromisso firmado em 4 de fevereiro de 2026 pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para o enfrentamento ao feminicídio.>
Entre as medidas previstas está a realização de mutirões nacionais para cumprimento de mandados de prisão de agressores, além do fortalecimento da rede de acolhimento e atendimento às vítimas.>
O plano ainda prevê ações para acelerar a concessão e o monitoramento de medidas protetivas de urgência, ampliar a integração entre órgãos de segurança e justiça e promover iniciativas educativas voltadas à prevenção da violência de gênero.>
Também estão previstas a criação de um Centro Integrado Mulher Segura para monitoramento de dados, a implantação de unidades móveis de atendimento a mulheres em situação de violência e a ampliação da rede de acolhimento.>
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