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Publicado em 7 de junho de 2021 às 16:02
Um estudo, divulgado na série Just One Thing, da Rádio 4 da BBC, mostra que o agachamento é um exercício tão bom que pode até melhorar a função cerebral. "Você não precisa ficar bufando e se esforçando muito na academia para atingir certas partes do cérebro", explica Damian Bailey, professor de fisiologia e bioquímica da Universidade de South Wales, no País de Gales. >
Ele descobriu que apenas três a cinco minutos, três vezes por semana, podem ser ainda melhores para o cérebro do que 30 minutos de exercícios como corrida ou caminhada. O estudo mostra que ao agachar, a pessoa move a cabeça para cima e para baixo contra a gravidade. E os vasos sanguíneos tentam atenuar as mudanças na pressão sanguínea e agem como amortecedores para o cérebro.>
O educador físico Francis de Carvalho, da Wellness, explica que o agachamento é considerado um dos exercícios mais completos que existem. "A composição dos músculos, articulações e tendões envolvidos é grande, isso significa que o agachamento trabalha uma grande quantidade de músculos ao mesmo tempo, proporcionando um gasto de energia elevado". >
Ele é um exercício de fortalecimento dos músculos das coxas, quadris, glúteos, bem como ossos, tendões e ligamentos. "É o principal exercício para deixar as coxas e o bumbum durinho. Além de dar autonomia para pessoas mais velhas a sentar e levantar da uma cadeira ou sofá, sem precisar de ajuda de ninguém", explica. >
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Francis explica que apesar de exercícios como agachamento serem muito completos, que demandam um gasto energético muito alto e trabalham muito grupos musculares, é importante trabalhar o corpo como um todo. "Para evitar desequilíbrio muscular e também não gerar assimetria e desproporções no corpo", ressalta. >
Além do exercício, alguns alimentos são ideais para o cérebro. Maria Amália Pedrosa, psiquiatra da clínica Aube, explica que o cérebro consome uma quantidade imensa de energia em relação ao resto do corpo, portanto uma alimentação balanceada é o principal combustível. "É preciso agir nos seus processos celulares, investindo no funcionamento e protegendo-o dos possíveis danos do envelhecimento, reduzindo o estresse oxidativo e os processos inflamatórios", conta. >
A médica conta que estudos mostram que alimentos ricos em ômega-3, como os peixes e as oleaginosas; o açafrão, que contém a curcumina; alimentos ricos em flavonoides, como cacau, chá-verde e frutas cítricas; além de alimentos ricos em vitaminas do complexo B, como bife de fígado e salmão, são ideias para o cérebro. >
"O mais importante é ter refeições balanceadas, composta por vários nutrientes. Não podemos esquecer que diante de sintomas como fadiga, cansaço e dificuldade na concentração, é interessante procurar um profissional para fazer uma avaliação individualizada e verificar se há deficiência de alguma vitamina específica. Além disso, é importante ressaltar que dietas muito restritas podem afetar a capacidade cognitiva, pois nosso cérebro precisa dessa alimentação adequada para lhe fornecer energia", diz Maria Amália Pedrosa. >
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