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4 dicas para manter a longevidade em dia

Ter como pilares os bons hábitos alimentares e a prática regular de exercícios físicos, além de uma boa rotina de sono, é o caminho para ter uma longa duração de vida

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 27/05/2021 às 02h02
Mulher idosa bebendo água
Manter o corpo bem hidratado é muito importante para a manutenção de funções e reações metabólicas vitais ao organismo. Crédito: Freepik

A receita não é segredo. Ter uma alimentação balanceada, realizar atividades física e dormir bem são algumas das atitudes que te levarão a longevidade. Se você quer alcançar esse objetivo, alguns hábitos precisam ser colocados em prática no dia a dia, priorizando a saúde e mantendo a perspectiva de ter uma longa duração de vida.

A médica Marcella Garcez, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, conta que  estudos científicos comprovam ser recomendado manter a saúde preservada e prevenir doenças através de um estilo de vida saudável, que tem como pilares os bons hábitos alimentares e a prática regular e moderada de exercícios físicos, além de uma boa rotina de sono. "É importante evitar consumo abusivo de bebidas alcoólicas, cigarros e drogas, incluindo medicamentos", diz.  

A verdade é que bons hábitos promovem mais disposição, baixos níveis de estresse e protegem o organismo contra diversas enfermidades. "O recomendado é administrar adequadamente as situações de estresse diário e preservar da melhor forma a saúde emocional, com estratégias para manter a autoestima elevada e a vida social, através de relacionamentos saudáveis e gratificantes", diz Marcella. 

SE EXERCITAR É FUNDAMENTAL

A educadora física Thaís Cabral, da Wellness, diz que a relação entre atividade física e os benefícios sobre o organismo, pode-se destacar como o fortalecimento das musculaturas esqueléticas e cardíaca, melhora na composição corporal e na qualidade de sono. "Também na proteção contra várias doenças como as cardiorrespiratórias, alguns tipos de câncer, osteoporose, diabetes mellitus tipo 2, depressão, assim como mortes súbitas precoces induzidas por doenças crônicas. Os benefícios influenciam diretamente na qualidade de vida e longevidade". 

A educadora física Tatyana Bringel, da Academia Razões do Corpo, conta que o impacto positivo da atividade física regular em aspectos cognitivos, na saúde mental e no bem-estar do indivíduo durante o processo de envelhecimento é evidenciado em diversos estudos clínicos. "Entre eles, destaca-se o efeito da atividade física, mais especificamente da caminhada, na diminuição do risco de demência vascular e nota-se um menor declínio cognitivo naqueles que apresentam hábitos saudáveis. Deve-se enfatizar a importância de se estimular a prática regular de exercícios aeróbicos ou de fortalecimento muscular, o que acarretará mudanças sistêmicas fundamentais para a longevidade".

Para isso, as diretrizes de atividades físicas elaboradas pelo American College of Sports Medicine (ACSM) recomendam  de 150 a 300 minutos por semana de atividades de esforço moderado, ou 70 a 150 minutos semanais de atividades de esforço vigoroso. "Essas atividades podem se enquadrar como sendo treinamentos de força, aeróbico e até mesmo flexibilidade", diz Thaís Cabral. As profissionais selecionaram quatro dicas para manter a longevidade em dia e ter saúde. Confira.

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    Ter uma alimentação balanceada

    Os hábitos alimentares adequados são essenciais para a uma expectativa longeva e com saúde. "As funções do organismo dependem de nutrientes que devem estar presentes na dieta, pois não podem ser sintetizados, ao mesmo tempo que o excesso de calorias pode trazer consequências negativas, portanto devem ser controladas", explica a médica Marcela Garcez. O hábito alimentar deve ser equilibrado, variado e o mais natural possível, com o consumo de proteínas magras, carboidratos complexos, entre frutas e vegetais, grãos e cereais integrais, e gorduras boas principalmente as mono e poli-insaturadas, além do consumo adequado de água. "Entre os itens que devem ser evitados ou consumidos com muita moderação estão o açúcar em todas as suas versões, os carboidratos farináceos e refinados, as gorduras modificadas como as gorduras trans, as frituras, o sal em excesso, além dos alimentos processados e ultraprocessados, que são aqueles que, ao olharmos as embalagens, não conseguimos identificar sua composição, como salgadinhos de pacote, biscoitos recheados e refrigerantes", orienta.

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    Beba água

    Manter o corpo bem hidratado é muito importante para a manutenção de funções e reações metabólicas vitais ao organismo. A água é essencial e ter esse hábito é o melhor e mais fácil método de hidratação. "Os outros líquidos e alimentos ricos em água também são contabilizados como hidratantes, porém o consumo de água deve ser estimulado sempre, pois com o envelhecimento o reflexo da sede costuma diminuir, portanto com o passar da idade o hábito de tomar água se torna cada vez mais importante", diz Marcella Garcez.

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    Não ficar parado

    Pesquisas científicas mostram a relação entre a atividade física e a longevidade. "Essas pesquisas indicam que essa relação é proveniente da atividade física regular, acarretando a diminuição do risco de doenças cardiovasculares, o aumento da expectativa de vida, da mobilidade, da capacidade funcional, dos aspectos físicos, da melhora das dores, da vitalidade,  e dos aspectos sociais e emocionais, além da saúde mental", diz a educadora física Tatyana Bringel. A profissional também destaca o benefício em relação à saúde emocional quanto ao reforço da autoestima, associada à melhor imagem corporal e à autonomia que advém da maior mobilidade física que os exercícios físicos desencadeiam. "Procure um profissional para orientação e crie uma rotina saudável que não sobrecarregue seu corpo", orienta a profissional. 

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    Dormir bem

    Dormir bem é fundamental para ter longevidade. Uma boa noite de sono, onde a pessoa consegue, de fato, descansar é responsável pelo equilíbrio dos sistemas imunológico, endócrino e neurológico. "Essas funções que regularizam como o seu corpo vai 'funcionar' e como vai receber estímulos externos, como o exercícios físico", diz a educadora física Thaís Cabral. Estudos têm associado noites mal-dormidas, onde se acorda muito durante a noite, ou dormir e acordar com sensação de cansaço e ainda dormir menos que 5 horas por noite, com o aumento de doenças cardíacas, diabetes mellitus tipo 2 e obesidade.

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