Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 15:56
A Grande Vitória entrou de vez no radar do mercado imobiliário de altíssimo padrão. Com a Capital capixaba atingindo o posto de metro quadrado mais caro do Brasil, com preço médio de R$ 14.108, e Vila Velha na 11ª posição, onde o metro quadrado custa em média R$ 10.225, de acordo com o Índice FipeZap de 2025, lançamentos de empreendimentos de luxo têm se tornado cada vez mais comuns no Estado. >
Entre as novidades do mercado, algumas impressionam pela quantidade de serviços disponíveis, localização e, principalmente, por conta do preço. Coberturas avaliadas na casa dos milhões e empreendimentos com perfil de “resort urbano" têm sido incorporados às cidades e ajudam a explicar por que a região acompanha, em menor escala, o movimento de valorização observado em polos nacionais do luxo imobiliário, como Balneário Camboriú (SC) e bairros nobres de São Paulo e Rio de Janeiro. >
Segundo representantes de construtoras que atuam no segmento, o valor desses imóveis não está apenas na metragem ou nos acabamentos, mas em um conjunto de fatores que envolvem localização estratégica, escassez de terrenos, exclusividade, vista definitiva e expectativa consistente de valorização patrimonial.>
Sobre os preços, a localização segue sendo o principal fator de precificação. Bairros como Praia do Canto, Enseada do Suá e Praia da Costa concentram os empreendimentos mais caros justamente por reunirem infraestrutura consolidada, proximidade com o mar e oferta limitada de terrenos. Mas há outras regiões que também despontam, como Jockey de Itaparica, em Vila Velha, onde está em construção o Taj Home Resort, da Grand Construtora. De frente para o mar, o residencial tem apartamentos de 295 metros quadrados que chegam a R$ 7,2 milhões.>
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“A primeira conta é sempre a localização. O imóvel precisa estar em um lugar desejado, demandado e que faça sentido para quem busca morar ou investir. Depois disso, o nível de sofisticação do projeto é o que define se estamos falando de médio padrão, alto padrão ou luxo”, explica Gustavo Rezende, diretor comercial da Grand Construtora. No momento, a unidade mais cara da construtora é um duplex de cinco suítes com mais de 330m² no Grand Soleil, em Colatina, que está avaliado em R$ 7,5 milhões. >
Essa combinação também tem elevado o valor do metro quadrado em lançamentos recentes. Na Praia do Canto, em Vitória, por exemplo, novos empreendimentos já alcançam patamares de mais de R$ 35 mil por metro quadrado, impulsionados pela escassez de áreas disponíveis e pelo perfil altamente seletivo do público comprador. >
Esse é o caso da cobertura linear no empreendimento 495 Joaquim Lírio, da RS Construtora, avaliada em mais de R$ 31 milhões. Com mais de 860m² privativos, o imóvel aposta em privacidade, tecnologia, acabamentos de luxo e lazer de altíssimo padrão, com piscina com raia de 25m, spa, academia >
“A valorização histórica dos nossos empreendimentos na região gira entre 25% e 30% ao ano, impulsionada pela escassez de terrenos nobres e pela alta demanda por imóveis exclusivos. Este projeto específico já apresenta uma boa valorização desde o lançamento, e a tendência é que continue crescendo com a consolidação da região como polo de sofisticação e bem-estar urbano”, destaca Renato Aboudib Sandri, diretor da RS Construtora. >
Na Praia da Costa, em Vila Velha, a cobertura do Apogeo Residences, da Javé, figura entre as mais caras da região, avaliada em cerca de R$ 19,7 milhões. O imóvel reúne vista panorâmica permanente para o mar, planta ampla e áreas comuns diferenciadas, como uma “praia exclusiva” no oitavo andar. >
“Clientes que adquiriram unidades no lançamento já registraram uma valorização entre 10,32% e 15% em menos de um ano, o que demonstra a força e a solidez do produto no mercado imobiliário de alto padrão. Essa performance reforça não apenas a atratividade do empreendimento, mas também o excelente retorno para quem busca investir em imóveis com alto potencial de valorização patrimonial”, afirma Diego Freire, diretor comercial da Javé.>
Confira mais detalhes do Apogeo
Na Enseada do Suá, o Cyan Ocean Front, da Nazca, ilustra uma nova tendência do mercado que tem aumentado o preço dos imóveis: o luxo associado ao bem-estar. O empreendimento, localizado em terreno de frente para o mar na Enseada do Suá, em Vitória, tem unidades com preços que variam entre R$ 6,75 milhões, com metro quadrado que pode chegar a R$ 30 mil – as áreas privativas variam de 249m² a 536m². O residencial, inclusive, já tem cerca de 60% das unidades vendidas. >
Entre os diferenciais elencados pela incorporadora, estão a certificação internacional Fitwel, lazer completo de padrão resort, plantas garden duplex com áreas externas privativas e foco em sustentabilidade e tecnologia. A expectativa de valorização anual varia entre 10% e 15%, segundo Breno Peixoto, CEO da Nazca. >
“Mais do que números, esses empreendimentos representam um novo conceito de luxo, em que qualidade de vida, saúde e exclusividade são parte central da proposta. São apenas 39 residências exclusivas, com plantas amplas, poucas unidades por andar, hall privativo e elevadores sociais independentes”, avalia Breno.>
Apesar dos valores elevados, o mercado avalia que a Grande Vitória ainda está distante dos preços praticados em outros polos nacionais. Enquanto empreendimentos de frente para o mar em Balneário Camboriú chegam a R$ 80 mil por metro quadrado e lançamentos em áreas nobres do Rio e São Paulo ultrapassam os R$ 100 mil, os principais produtos do Espírito Santo permanecem na faixa de R$ 20 mil a R$ 35 mil. >
“Isso mostra que ainda existe uma janela importante de valorização. O Estado tem boa gestão pública, qualidade de vida crescente e cidades que vêm se consolidando como destinos desejados para morar e investir”, pontua Gustavo Rezende.>
Assim, a combinação entre demanda qualificada, migração de compradores de outros Estados e evolução urbana na Grande Vitória, principalmente em Vitória e Vila Velha, reforça a percepção de que os imóveis de alto padrão da região deixaram de ser apenas moradia e passaram a ocupar o papel de ativos patrimoniais estratégicos, com potencial de valorização consistente no médio e longo prazo.>
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