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Índice recua

Inadimplência de aluguel atinge menor nível em oito meses

No acumulado do ano passado, a média de inadimplência ficou em 3,50%, praticamente estável em relação a 2024 (3,49%).

Publicado em 20 de Fevereiro de 2026 às 14:47

Agência FolhaPress

Publicado em 

20 fev 2026 às 14:47
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As taxas de inadimplência mais baixas foram de imóveis alugados entre R$ 3.000 e R$ 5.000 e entre R$ 2.000 e R$ 3.000 Crédito: Shutterstock
A inadimplência de aluguel no Brasil começou 2026 em queda e atingiu, em janeiro, a menor taxa dos últimos oito meses: 3,29%. O índice recuou 0,15 ponto percentual em relação a dezembro (3,44%) e 0,40 ponto frente a novembro (3,69%), segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica. No acumulado do ano passado, a média de inadimplência ficou em 3,50%, praticamente estável em relação a 2024 (3,49%).
Para Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias do Grupo Superlógica, a queda no início do ano é um sinal positivo. Ele diz, no entanto, que o cenário ainda inspira cautela. Segundo Gonçalves, inflação e juros altos seguem no radar e podem impactar diretamente o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos.
De acordo com o levantamento da Superlógica, a inadimplência entre os imóveis residenciais com aluguel de até R$ 1.000 superou os contratos de alta renda (acima de R$ 13 mil).
O diretor afirma que "ainda é cedo para cravar uma tendência". Ele avalia que será preciso acompanhar os próximos meses para entender se esse recuo é um movimento pontual, especialmente porque, no ano passado, a faixa acima dos R$ 13 mil concentrou os maiores níveis de inadimplência.
As taxas de inadimplência mais baixas foram de imóveis alugados entre R$ 3.000 e R$ 5.000 e entre R$ 2.000 e R$ 3.000, com taxas de 1,76% e 1,82%, respectivamente. No segmento comercial, os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 apresentaram a segunda queda consecutiva, com taxa de 7,22% em janeiro, após 8,06% em dezembro.
Em relação ao tipo de imóvel, a taxa de inadimplência de apartamentos caiu pela terceira vez seguida, para 2,15%, após alcançar 2,23% em dezembro. A de casas teve ligeira queda de 3,74% para 3,54%. Nos imóveis comerciais, a taxa recuou de 4,65%, em dezembro, para 4,46%, no último mês.
O levantamento considerou mais de 600 mil contratos em todo o país e classificou como inadimplentes os boletos com mais de 60 dias de atraso. Os dados são anonimizados.

Norte é líder de inadimplência

Em janeiro, a região Norte voltou ao topo do ranking, com uma taxa de 4,03%, enquanto o Nordeste, no topo desde maio de 2025, começou o ano em segundo lugar, com 3,96% - uma queda de 1,27 ponto percentual, ante os 5,23% de dezembro.
A região Centro-Oeste registrou inadimplência de 3,28%, um recuo de 0,25 ponto percentual em relação ao mês anterior. Já o Sudeste mostrou leve diminuição de 0,01 ponto percentual em relação a dezembro, encerrando janeiro com a taxa em 3,16%. O Sul, com 2,46% de inadimplência, mantém a menor taxa do país.

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