Publicado em 5 de março de 2026 às 15:45
- Atualizado há 2 horas
A inadimplência do aluguel no Espírito Santo em janeiro caiu para 1,86%. O número representa uma redução de 0,72 ponto percentual em relação a dezembro de 2025, quando o índice estava em 2,58%. De acordo com o Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, esse é o menor índice observado nos últimos dez meses. >
A retração na inadimplência do Estado também é evidente no comparativo anual, com uma diminuição de 0,79% frente aos 2,65% registrados em janeiro de 2025. Com esse resultado, o Espírito Santo destacou-se na média nacional, com um índice consideravelmente inferior, que fechou o período em 3,29%.>
Além disso, a taxa de 1,86% do Espírito Santo coloca o Estado em uma posição de destaque, sendo consideravelmente inferior a todas as médias regionais brasileiras. Confira a classificação nacional por região:>
>
Enquanto o Espírito Santo apresentou queda, a Região Sudeste como um todo teve um leve aumento de 0,01% em relação ao mês anterior. No recorte regional, os imóveis comerciais lideram os atrasos com 4,44%, seguidos por casas (3,56%) e apartamentos (2,18%).>
Segundo Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, os dados demonstram a resiliência do mercado imobiliário local. “O Espírito Santo segue como um estado com taxas abaixo da média nacional, mas ainda assim, é essencial seguir atento à evolução dos indicadores macroeconômicos, como inflação e juros, que impactam diretamente a capacidade de pagamento das famílias”, observa.>
No panorama nacional de tipologia e faixas de preço, a maior taxa de inadimplência residencial foi identificada em imóveis com aluguel de até R$ 1.000, atingindo 5,76%. Já os menores índices de atraso no país foram registrados nas faixas de locação entre R$ 2.000 e R$ 5.000, variando entre 1,76% e 1,82%. De forma geral, o mercado brasileiro observou quedas sucessivas na inadimplência de apartamentos (2,15%) e casas (3,54%). >
“Apesar da queda na inadimplência na faixa de até R$ 1.000, essa categoria teve a maior taxa em janeiro, o que pode indicar um aperto maior neste início de ano para as famílias de menor renda. Ainda é cedo para cravar uma tendência: será preciso acompanhar os próximos meses para entender se é um movimento pontual, especialmente porque, ao longo de 2025, a faixa acima de R$ 13.000 concentrou os maiores níveis de inadimplência”, analisa Gonçalves.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta