A inadimplência do aluguel no Espírito Santo em janeiro caiu para 1,86%. O número representa uma redução de 0,72 ponto percentual em relação a dezembro de 2025, quando o índice estava em 2,58%. De acordo com o Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, esse é o menor índice observado nos últimos dez meses.
A retração na inadimplência do Estado também é evidente no comparativo anual, com uma diminuição de 0,79% frente aos 2,65% registrados em janeiro de 2025. Com esse resultado, o Espírito Santo destacou-se na média nacional, com um índice consideravelmente inferior, que fechou o período em 3,29%.
Além disso, a taxa de 1,86% do Espírito Santo coloca o Estado em uma posição de destaque, sendo consideravelmente inferior a todas as médias regionais brasileiras. Confira a classificação nacional por região:
- Norte: apresentou a maior taxa do país, com 4,03%.
- Nordeste: ocupa o segundo lugar com 3,96%.
- Centro-Oeste: registrou o terceiro maior índice, com 3,28%.
- Média Nacional: situou-se em 3,29%.
- Sudeste: registrou 3,16%.
- Sul: manteve a menor taxa regional do Brasil, com 2,46%.
Enquanto o Espírito Santo apresentou queda, a Região Sudeste como um todo teve um leve aumento de 0,01% em relação ao mês anterior. No recorte regional, os imóveis comerciais lideram os atrasos com 4,44%, seguidos por casas (3,56%) e apartamentos (2,18%).
Segundo Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, os dados demonstram a resiliência do mercado imobiliário local. “O Espírito Santo segue como um estado com taxas abaixo da média nacional, mas ainda assim, é essencial seguir atento à evolução dos indicadores macroeconômicos, como inflação e juros, que impactam diretamente a capacidade de pagamento das famílias”, observa.
Panorama nacional
No panorama nacional de tipologia e faixas de preço, a maior taxa de inadimplência residencial foi identificada em imóveis com aluguel de até R$ 1.000, atingindo 5,76%. Já os menores índices de atraso no país foram registrados nas faixas de locação entre R$ 2.000 e R$ 5.000, variando entre 1,76% e 1,82%. De forma geral, o mercado brasileiro observou quedas sucessivas na inadimplência de apartamentos (2,15%) e casas (3,54%).
“Apesar da queda na inadimplência na faixa de até R$ 1.000, essa categoria teve a maior taxa em janeiro, o que pode indicar um aperto maior neste início de ano para as famílias de menor renda. Ainda é cedo para cravar uma tendência: será preciso acompanhar os próximos meses para entender se é um movimento pontual, especialmente porque, ao longo de 2025, a faixa acima de R$ 13.000 concentrou os maiores níveis de inadimplência”, analisa Gonçalves.