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Volta às aulas presenciais em maio no ES não é consenso entre leitores

A previsão de retorno no mês que vem, na maioria das cidades capixabas, é do secretário de Saúde do Espírito Santo, caso predomine a classificação moderada do mapa de risco

Publicado em 28/04/2021 às 11h45
Escolas adotam medidas de segurança para volta às aulas
Escolas adotam medidas de segurança para volta às aulas. Crédito: Fernando Madeira

A partir de maio, as aulas presenciais podem voltar na maioria dos municípios capixabas. A informação é do secretário de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, caso se confirme a expectativa de que classificação moderada do mapa de risco predomine entre as cidades.

É possível que, em maio, o Estado alcance uma taxa de ocupação de leitos de UTI inferior a 80%, podendo ter uma quantidade majoritária de municípios nas classificações de risco baixo e moderado. Assim, as atividades educacionais devem voltar na ampla maioria dos municípios", descreveu o secretário, durante atualização da pandemia na tarde de segunda-feira (26).

Nas redes sociais de A Gazeta, o retorno das atividades presenciais não é consenso entre os leitores. Muitos se preocupam com um possível aumento no número de contágios entre alunos e professores, sobretudo porque a vacinação da categoria está apenas no começo. Outros acreditam que a medida é bem-vinda, uma vez que a aprendizagem dos estudantes estaria sendo prejudicado com o modelo de aula remota. Confira alguns comentários:

Não concordo com esse retorno agora. Teria que aguardar mais tempo, sendo que, toda vez que voltam às aulas, casos de Covid-19 aparecem. Já esperaram até agora, dá para esperar mais um pouco! (Marciana Barbosa)

Já passou da hora, né? E quem for contra é só deixar os filhos em casa e pronto. (Danillo Salles Gonçalves)

Foi dada a opção de mandar a criança ou não. Cada um decide do modo que achou melhor. Assim, quem não concorda, é só manter a criança no sistema remoto. A minha filha vai no dia que retornar, com quatro máscaras por dia, álcool, álcool, álcool, sem contato físico com as outras crianças e muita oração. (Janayna Silveira)

Voltar às aulas, com quase nada de professores vacinados, e nós, funcionários administrativos, sem previsão. Já vou fazer meu plano funerário. (Philippe Christo)

Vejo muito incômodo com os professores dentro de casa que “não estão fazendo nada”, pois digo que estamos trabalhando muito mais em casa do que na escola em si. O perigo do contágio é tão grande quanto para outras profissões que nunca pararam e que mereciam ser vacinadas antes mesmo do que os professores. Só, por favor, não façam comparação com o que não se tem experiência. Professor de educação infantil precisa muitas vezes chegar perto do aluno para auxiliar nas suas atividades. Criança pequena não usa corretamente a máscara e muitos pais nem trocar as máscaras dos seus filhos todos os dias eles trocam, não leem nem a agenda do filho que vai para casa! Fora outras questões, como escolas que dizem estar preparadas com os protocolos de segurança e não estão, muitos alunos e professores lotando ainda mais os coletivos que já vivem cheios… não, esse ainda não é o momento de voltar! (Vanessa Bahiense Fiorotti)

Bares, restaurantes, praias, shoppings ....vai quem quer. Se o próprio pai e mãe muitas das vezes não consegue controlar um único filho em casa, imagina uma sala de aula cheia de crianças e o professor tendo que vigiar máscara, distanciamento, limpeza das mãos… Seria bom, antes de falar algo, ter pelo menos o mínimo de conhecimento de causa. Existem profissões que realmente não têm como serem exercidas de forma online. Sei que por ser funcionário público, os professores correm o risco de serem exonerados mesmo, mas não podemos ficar abaixando a cabeça para tudo que eles fazem contra nós. Se tivéssemos vacina suficientes não estaríamos passando por isso. (Thamiris Souza)

Quem pode ficar com seus pequenos e esperar por um tempo mais, creio que seria melhor, principalmente quem tem pessoas com comorbidades na família. (Nina Lozer Mattos Baroni)

Eu sou estudante , não concordo com o retorno, porque eu pego ônibus lotado todo dia e na minha casa não tem ninguém vacinado. Eu não quero colocar a minha família em risco. (Samilly Silva Soares)

Vamos respeitar quem deseja voltar às aulas presenciais e respeitar a decisão de quem prefere ficar estudando em casa. E está tudo bem. Cada um faz o que achar melhor. (Suellen Rodrigues)

Aí aguardemos a próxima onda, porque nem bem começa a cair e já colocam mais de dez mil estudantes para pegar ônibus só na Grande Vitória. Bastante inteligente isso. A gente não tem presidente. É muito complicado passar por uma pandemia sem uma liderança nacional minimamente inteligente. (Monique Santiago)

Simples. Quem é contra não leva , pois todos têm que trabalhar. A enfermeira, a caixa do supermercado, o atendente da farmácia e o policial militar deixam os filhos com quem? Fácil falar para quem tem alguém que ajude, para quem não precisa sair de casa. (Elaine Lyrio)

Voltar pra que? Os alunos estão tendo aula online! Ano letivo se recupera, vidas não. Vamos cuidar uns dos outros. (Nathy Natali)

Já passou da hora. Tudo funcionando normalmente , e as escolas têm que ficar paradas? Que país é esse? (Cynthia Vieira)

Aqui em Linhares só faltam as escolas. O risco está no alto, mas está tudo funcionando como se não houvesse risco. Então vamos lá professores, trabalhar jornada tripla pois foi a maior lição que a pandemia nos trouxe. (Tania Salomao)

Não adianta voltar às aulas com os professores e alunos sem vacinar. Acho uma irresponsabilidade, principalmente com essa nova variante do vírus, que é mais contagiosa. (Angela Maria Francisco)

Fecha tudo, porque os números de leitos e mortes são exorbitantes. Agora que está tudo sob controle volta tudo! Vidas importam! Sem vacina não dá para voltar para a escola! (Fernanda Leite)

Quem quiser mandar seus filhos, que mandem, mas se perderem alguém não adianta chorar, não. Ano letivo se recupera, vida é uma só. Então, pense bem antes de tomar uma decisão errada, porque depois do leite derramado não adianta chorar. (Adriana Alvarinto)

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