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Leitores comentam demissão por justa causa para quem recusa vacina

Em São Paulo, Tribunal Regional do Trabalho confirmou a decisão de primeira instância que validou a dispensa de uma auxilar de limpeza de um hospital que negou imunização por duas vezes

Publicado em 26/07/2021 às 12h07
Vacina Covid-19
Vacinação e frasco de vacina contra a Covid-19. Crédito: Carlos Alberto Silva

O Tribunal Regional do Trabalho São Paulo confirmou a decisão de primeira instância que validou a demissão de uma trabalhadora que se recusou a tomar vacina contra a Covid-19. A auxiliar de limpeza foi dispensada por justa causa, após negar a imunização por duas vezes.

A mulher era funcionária de um hospital infantil em São Caetano do Sul, no ABC paulista. Na ação judicial, a trabalhadora alegou que o ato do empregador de forçar a vacinação fere a sua honra e a dignidade humana. O hospital afirmou ter feito campanhas sobre a importância da vacinação e apresentou a advertência assinada pela trabalhadora por recusar a vacina.

Para o TRT, sem se imunizar, a auxiliar colocaria em risco a saúde de colegas de trabalho e dos pacientes do hospital. Por unanimidade, os desembargadores entenderam que o interesse particular da trabalhadora não poderia prevalecer sobre o coletivo.

A decisão da Justiça de São Paulo foi bastante debatida pelos leitores de A Gazeta, nos perfis do jornal nas redes sociais. A maioria concorda com a sentença, ao afirmar que o bem coletivo deve prevalece, mas alguns internautas opinaram que as pessoas devem ter livre-arbítrio. Confira alguns comentários:

Todas as empresas deveriam fazer isto e em todo o Brasil. Se tem vacina, todos têm que vacinar, salvo se tiver algum problema de saúde que impeça. (Silvana de Oliveira Barboza)

A vacina é obrigatória no Brasil desde 1975! Tem que obrigar mesmo, vivemos em comunidade e, a partir do momento em que sua liberdade fere o coletivo, você não tem que ter o direito de escolha mesmo não! (Amanda Nicoletti)

Se a vacina garantisse imunidade, até concordaria, mas sabemos que ainda está em uso experimental! Disseram que seriam duas doses, agora já cogitam a terceira! Percebe-se que há muita dúvida ainda! Não somos cobaias. (Nice Guidoni)

As vacinas em uso já saíram da fase experimental! A fase experimental da vacina é até a fase 3. A partir do momento em que ela é aprovada, mesmo que em uso emergencial, ela não é mais considerada experimental. A questão da terceira dose é apenas por causa do surgimento das variantes mais agressivas, como a delta. E adivinha por que elas estão aparecendo? Porqque ainda tem gente que se recusa a vacinar, o que aumenta a possibilidade de mutação do vírus original. Já está mais do que provado que em locais onde a imunização está avançada a quantidade de óbitos diminui! A vacina do Covid não é para imunidade definitiva, assim como as vacinas rotavírus, varicela (catapora) e tantas outras, é para evitar gravidade da doença em caso de infecção. (Viviane Müller)

As vacinas aplicadas no Brasil têm aprovação da Anvisa. Foram testadas em voluntários e amplamente estudadas. Portanto, realmente, não estamos sendo feitos de cobaias. Vacina nenhuma garante 100% de imunidade, ela aumenta amplamente as chances do seu caso não agravar. E é uma doença nova, então um reforço com vacinas atualizadas para combater as novas variantes é necessário. (Fábio Andrade)

Vocês sabem que ter a doença mesmo vacinado acontece com todas as vacinas, né? De todas as doenças. É possível pegar sarampo, rubéola, coqueluche… mesmo vacinado. Isso não acontece com frequência porque a taxa de vacinação é alta, porque é obrigatório vacinar. Por isso precisamos que as pessoas se vacinem contra a Covid logo, para ajudar a baixar a taxa de transmissão e diminuir as variantes. (Karoline Marchiori Mariani)

A pessoa pode escolher ficar sem tomar vacina, mas uma empresa que preza pelo bem coletivo tem que ter respaldo jurídico para combater escolhas individuais e egoístas de uns e outros. Se existe vacina, não tem essa. Eu, como chefe de uma equipe, já deixei bem claro que, quando chegar a faixa etária, todos têm que tomar. Trabalhamos juntos e estamos em contato frequente, é tão óbvio que ninguém aqui nem questionou nada. Se um funcionário contaminado infecta uma equipe inteira e causa vários óbitos, vai pra conta de quem? São mais de 550 mil mortes pela doença e não pela vacina. Esse movimento antivacina é a coisa mais tosca que já vi. Querem viver na era medieval, vivam, mas não ache que os outros têm que pagar pela falta de informação de vocês. (Francarlos Almeida)

Ainda bem que não sou empregado. Bem-vindo a mais uma ditadura, a ditadura das vacinas. E eles vão dizer que é para o bem de todos. Não pode escolher, não pode opinar. Apenas aceite. E nem questione o tipo de vacina. Se você morrer por uma reação à vacina, vão apenas dizer que é um incidente isolado.... (Leonardo Felipe)

Vamos comparar quantos morreram por reação à vacina contra quantos morreram de Covid? (Arlys Souza)

Acho um absurdo forçar alguém a se vacinar. Isso é ridículo, temos o livre arbítrio. (Gleice Fabri)

Livre arbítrio para poder colocar outras pessoas em possível risco de saúde, né? Parabéns. (Lucas Wingler)

Seu livre arbítrio acaba no momento que fere o bem estar do próximo. Disseminar doenças é crime previsto na Constituição. (Breno Almenara Cosvosk)

Que absurdo! Democracia? Ah, se isso fosse uma determinação, um decreto presidencial, queria ver o mimimi... E a galera do " meu corpo minhas regras" está concordando com isso? Eu vacinei, sugiro e torço para que todos façam uso desse direito fornecido pelo Ministério da Saúde. Agora tornar obrigatório? Demitir por justa causa? (Marcilio Pinheiro Ferreira)

Uai, gente. Mas ela não foi obrigada a tomar a vacina… (Fernanda Frossard)

Ninguém foi forçado a se vacinar Ou vocês são liberais ou não são. A empresa deve ser livre para prezar pelo bem coletivo. (Michel Francisco)

É muito inconsequente mesmo não tomar a vacina, ainda mais trabalhando na área de saúde. Enquanto tem gente que faz de tudo para poder vacinar, tem gente por outro lado que tem tudo e é mal agradecida. Vai entender o ser humano! (Simone Koehler Behning)

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