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'Educação é investimento, não despesa', diz leitora sobre corte de verbas

Em visita ao Espírito Santo, ministro da Educação afirmou que redução nos recursos destinados às intituições federais se trata de um adiamento dos "investimentos que são importantes para a educação"

Publicado em 08/06/2021 às 12h14
Milton Ribeiro, ministro da Educação
Milton Ribeiro, ministro da Educação. Crédito: Isac Nóbrega/ PR

Em visita ao Espírito Santo na segunda-feira (7), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, justificou que o contingenciamento de verbas das instituições federais ocorreu porque o presidente Jair Bolsonaro decidiu direcionar recursos para o auxílio emergencial. Ele também afirmou que não se trata de corte, mas de adiamento dos "investimentos que são importantes para a educação".

“O governo federal não tem condição de criar recurso, ele recolhe recurso de tributo, e todo mundo sabe que parou tudo e os recursos são poucos. Aí o presidente da República tem que escolher as áreas prioritárias, e o que escolheu, e me convenceu disso, foi colocar comida no prato dos brasileiros através do auxílio emergencial”, disse o ministro, durante passagem pelo Ifes de Cachoeiro de Itapemirim.

No Espírito Santo, o Ifes tem neste ano a menor verba de custeio dos últimos dez anos, com corte de 22% em relação a 2020. São R$ 15 milhões para a manutenção dos campi no Estado, o que atinge despesas como luz, água, telefone, contratos de limpeza, segurança, entre outros. Já a Ufes anunciou que as atividades acadêmicas e administrativas podem sofrer impacto importante neste ano após um corte de mais de R$ 18 milhões.

Nas redes sociais de A Gazeta, os leitores opinaram sobre o contingenciamento de verbas para a educação no orçamento federal. Confira alguns comentários:

Lamentável não investir no que é uma das maiores necessidades do ser humano, a educação. A formação de cada profissão é a arma para acabar com tanta desigualdade. Uma vergonha esse governo. (Jean Claudia Rodrigues)

O desgoverno poderia ter optado por não tirar férias de dois milhões, não usar helicóptero para sobrevoar manifestação, não promover motociata que custa aos cofres públicos, aproximadamente, um milhão de reais, não produzir medicamentos ineficazes para uma doença terrível em plena pandemia… pois assim restariam recursos para contribuir com o auxílio emergencial. O projeto de desmonte das políticas públicas está cada dia mais exposto. Pior que tem quem defenda esse desgoverno! (Andrea Valdetaro)

Os institutos federais estão abandonados neste governo, o projeto de sucateamento da educação ocorrendo. Desculpa deslavada, dinheiro para pagar leite condensado superfaturado tem. (Priscila Neres)

Os institutos federais e a educação estão abandonados há mais de 20 anos. O governo federal contingenciou os recursos, pois a prioridade agora é colocar comida na mesa das pessoas. (Ítalo Coêlho P. Jr.)

Desviar dinheiro da educação para outro fim deveria ser crime. Dinheiro aplicado em educação é investimento. É das escolas que saem os médicos, os cientistas, os engenheiros, as pesquisas.... Como pensar em desenvolvimento num país onde a educação não é considerada prioridade. Que retrocesso! Governo da negação. (Maria Helena Sartorio)

Muita calma, Sr. Ministro. Tem tratoraço com emendas bilionárias indo para o centrão ou não? Tem diárias e cartão corporativo a rodo ou não? Tem isenção de dívidas das igrejas ou não?? Tem compra bilionária de alimentos para o Exército ou não? E tem muito mais, né? (Leolino Leão)

O resultado será pouco crescimento intelectual, prosperidade pouca também. Qualidade de vida pouquíssima e sofrimento pra todo lado. Que governo é esse? (Verônica Siqueira)

A pandemia é a desculpa, mas os cortes estavam previstos desde a emenda constitucional 95 que congelou os gastos principalmente da saúde e educação por 20 anos. A desastrosa PEC da morte. Estado mínimo. O negócio é precarizar o público e fazer discurso de privatização. (Lúcia Viana Oggioni)

Mas tem dinheiro extra para fazer emenda, a que todos os deputados federais têm direito, mas distribuem somente para os aliados, 3 bilhões de reais. (Maria Tereza Grillo)

Mas aumentar substancialmente o próprio salário, gastar horrores no cartão corporativo, financiar viagens para inaugurações de pontes de madeira, tudo isso pode, né? (Fernanda Carvalho Gava)

Que falácia! Como o governo não pode criar recurso? Em um momento de grave contração da demanda agregada é essencial que o governo aumente seus gastos! Essa baboseira liberal de "austeridade” é coisa para travar nosso desenvolvimento, a maioria das potências possui déficit tributário há anos! Esse lance de arrecadar pra gastar funciona numa família, numa empresa, o governo funciona de outra forma. (Bernardo Rodrigues)

Cerca de 85% do dinheiro da educação é gasto com folha de pagamentos, o contingenciamento não chega a 3% do restante do orçamento. Muita gritaria. No passado foi a mesma coisa e não teve corte nenhum. (Walace Santos)

Engraçado. O bolsolão para comprar deputados ele não adiou, 3 bilhões. Aumentar o próprio salário e o dos ministros em 69%, enquanto os servidores vão ter rendimentos congelados graças a PEC do teto, também não. (Daniel Dorrah)

Nenhum país consegue sair de uma crise sem investimento em educação. Educação é investimento e não despesa. (Nayara Rocha)

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