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Nova indústria vai reciclar mais de mil toneladas de vidro por mês

Instalada no parque de Ecoindústrias da Marca Ambiental, em Cariacica, a GreenVix vai trabalhar em parceria com cooperativas e criar mais de 300 empregos diretos e indiretos

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Publicado em 10/06/2021 às 18h21
Máquina em montanha de vidro da GreenVix
Máquina em montanha de vidro da GreenVix, ecoindústria especializada em coleta e reciclagem desse material. Crédito: Divulgação/ Marca Ambiental

Foi-se o tempo em que vidro era considerado lixo. Com a possibilidade de ser 100% reciclado, o produto está em alta e o Espírito Santo aparece na vanguarda, com a presença de uma Ecoindústria especializada em coleta e reciclagem desse material.

Uma parceria entre a Marca Ambiental e a Green Ambiental, a GreenVix, localizada em Cariacica, nasce com a capacidade de receber e processar até 1.500 toneladas de vidro por mês (o que equivale a mais de 4.3 milhões de garrafas de cerveja), além da expectativa de gerar ao menos 320 empregos diretos e indiretos.

O diretor da Marca Ambiental, Gustavo Ribeiro, destaca que a chegada da indústria de reciclagem de vidro se alinha ao planejamento da empresa, que tem como objetivo se tornar a mais completa central de tratamento de resíduos do país até 2023.

“Temos a intenção de ter em nosso Parque de Ecoindústrias o máximo de alternativas para o tratamento de resíduos, transformando ‘lixo’ em produto e retornando com ele para o mercado. A GreenVix vem para fortalecer o Parque de Ecoindústrias.”

Diretor da Green Ambiental, Roberto Bretas destaca que a indústria de reciclagem de vidro é uma demanda crescente da sociedade e uma oportunidade de se aproveitar um produto 100% reciclável.

“Antes, o vidro era considerado rejeito e agora já se sabe que pode ser muito valioso. Ele é o único produto 100% reciclável. Estamos em contato com cooperativas de todo o Espírito Santo. Queremos que todo o vidro descartado seja transformado em um novo produto, poupando, assim, a natureza e movimentando a economia de forma consciente.”

Visão geral da GreenVix
Visão geral da GreenVix. Na empresa, o resíduo é triturado para que possa ser comercializado em grandes volumes. Crédito: Divulgação/ Marca Ambiental

A GreenVix estabeleceu parceria com diversas cooperativas, que estão sendo incentivadas a separarem esse material totalmente reciclável. Na empresa, o resíduo é triturado para que possa ser comercializado em grandes volumes. “Em nossa fábrica, processamos o vidro e retiramos todas as partes metálicas das embalagens. Depois, trituramos e o vendemos para a Owes Illinois, maior fabricante de embalagens de vidro do mundo”, relata Bretas.

SISTEMA INTELIGENTE DE COLETA POSSUI GPS E QR CODE

Para chegar até a GreenVix, o vidro também pode ser depositado em caixas inteligentes chamadas Green Box, que estarão espalhadas pelo Estado – algumas já estão presentes na Grande Vitória.

Com inteligência artificial, o contêiner possui um volumômetro que mede a quantidade de vidro depositada e avisa quando o box já pode ser esvaziado; GPS, que mostra onde ele está localizado; QR Code, para conteúdo multimídia, incluindo anunciantes; além de outros dispositivos.

Green Box, o contêiner inteligente da GreenVix que está sendo instalado em diferentes pontos da Grande Vitória,  possui um volumômetro que mede a quantidade de vidro depositada. Crédito: Divulgação/ Marca Ambiental
Green Box, o contêiner inteligente da GreenVix que está sendo instalado em diferentes pontos da Grande Vitória,  possui um volumômetro que mede a quantidade de vidro depositada. Crédito: Divulgação/ Marca Ambiental

“Com todas essas informações, a coleta se torna mais eficiente. Só retiremos o vidro quando todo o Green Box foi preenchido. Além disso, sendo um espaço fechado, reduz o risco de acidentes e impede a proliferação de insetos, como o mosquito da dengue, por não permitir o acúmulo de água”, destaca Roberto Bretas.

PAÍSES JÁ IMPORTAM AREIA POR FALTA DE MATÉRIA-PRIMA

A areia, depois da água, é o recurso natural mais demandado por ser necessário para a fabricação de aparelhos eletrônicos, edificações e, especialmente, o vidro.

O rápido crescimento da população e o desenvolvimento massivo das cidades converteram esse material em um bem escasso e ao mesmo tempo em um negócio lucrativo, fazendo com que alguns países até mesmo importem a matéria-prima. Anualmente, segundo o relatório Estado do Mundo, cerca de 60 bilhões de toneladas de materiais são extraídos da natureza, sendo que 85% são areia.

“A reciclagem do vidro também é importante neste sentido. Ao reciclarmos, deixamos de utilizar indiscriminadamente uma matéria-prima finita. Além disso, para cada tonelada de vidro reciclado, deixa-se de retirar 1,2 toneladas de matéria-prima virgem da natureza e de se emitir 300 quilos de CO2 na atmosfera”, lembra Bretas.

LOGÍSTICA REVERSA DO VIDRO EM DISCUSSÃO

No início deste ano, o Ministério do Meio Ambiente abriu consulta pública sobre o decreto que institui a Logística Reversa de Embalagens de Vidro. A iniciativa tem o objetivo de reduzir a produção de resíduos e a poluição, manter os materiais em ciclos de uso e regenerar sistemas naturais promovendo a destinação final ambientalmente adequada das embalagens de vidro.

"A logística reversa deve ser prioridade para a indústria, que precisa investir em formas de agregar os materiais e encaminhá-los à reciclagem. Já o governo deve regular e dar ferramentas para que as pessoas e empresas ajam e façam a sua parte”, destaca Rodrigo Sabatini, presidente do Instituto Lixo Zero Brasil, representante brasileira do Zero Waste International Alliance.

Triturador de vidros na empresa GreenVix
Triturador de vidros na empresa GreenVix. Crédito: Divulgação/ Marca Ambiental

O acordo para implantação de sistema de logística reversa de embalagens em geral de diferentes composições (papel e papelão, plástico, entre outros) foi assinado em 2015, porém o vidro ainda está em um estágio menos avançado em boa parte do país, segundo o Ministério.

O decreto prevê a estruturação, implementação e operacionalização de sistema de logística reversa de embalagens de vidro colocadas no mercado interno que compõem a fração seca dos resíduos sólidos urbanos e dos equiparáveis.

Esse decreto abrangerá os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos vendidos em embalagens de vidro, que já possuem obrigação legal de implementar sistema de logística reversa.

O sistema de logística reversa prevê o estímulo à inserção produtiva e remuneração das cooperativas e associações de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, por meio da formalização de instrumento legal entre estas cooperativas e associações legalmente constituídas e habilitadas, além de permitir empresas ou entidades gestoras para prestação de serviços, na forma da legislação, observando a viabilidade técnica e econômica.

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