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Quando você deve levar seu filho ao pronto-socorro?

Na grande maioria das vezes sabemos identificar quando a situação é realmente séria. Mas há casos em que é bem difícil reconhecer um caso de urgência

Tempo de leitura: 4min
  • Hospital Santa Rita

  • Estúdio Gazeta

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Publicado em 07/01/2022 às 11h24
Pronto-socorro infantil do Hospital Santa Rita.
Pronto-Socorro Infantil do Hospital Santa Rita: atendimento é feito por pediatras qualificados e abrange exclusivamente crianças e adolescentes com até 17 anos. Crédito: Hospital Santa Rita/Divulgação

Criança se machuca, chora, tem febre, dores e queixas gerais relacionadas ao seu estado de saúde. Na grande maioria das vezes sabemos identificar quando a situação é realmente séria. Mas há casos em que é bem difícil reconhecer um caso de urgência.

Tomar decisões imediatas que dizem respeito ao bem-estar de seu filho pode ser assustador. E antes de se deslocar até o pronto-socorro, uma simples dúvida pode ser resolvida entrando em contato com o pediatra da criança.

A médica Rayana Costa Binda, coordenadora da Pediatria do Hospital Santa Rita, reforça que, exceto em casos de emergência, o responsável pela criança deve, sempre que possível, tentar contato com o pediatra de confiança antes de buscar atendimento no pronto-socorro. Isso porque, mesmo que a indicação seja ir ao hospital, o médico do seu filho poderá fornecer orientações valiosas para você agir até a chegada à emergência médica, inclusive orientando qual hospital procurar.

A pediatra ressalta que, muitas vezes, um contato da família com o médico da criança poderá evitar um deslocamento desnecessário ao pronto-socorro.

Abaixo, listamos quadros clínicos que requerem avaliação médica emergencial e não-emergencial. No caso de sintomas não-emergenciais, a família pode levar a criança para ser avaliada em um consultório médico.

SINTOMAS NÃO-EMERGENCIAIS

  • Febre com menos de 72h de evolução nos casos em que, quando sem febre, a criança encontra-se ativa e com o comportamento próximo de seu habitual. No momento da febre, é esperado que ela fique um pouco mais prostrada.
  • Quadros respiratórios em que a criança não apresente dificuldades para respirar e que esteja em bom estado geral.
  • Quadros dermatológicos leves e/ou crônicos.
  • Quadros de cefaleia (dor de cabeça) em que a dor da criança é leve (melhora com remédios comuns) e não apresenta outros sintomas associados.
  • Quadros de dor abdominal recorrente, que não deixam a criança muito prostrada, melhoram com remédios comuns e sem outros sintomas associados.
  • Quadros ortopédicos recorrentes ou crônicos, como dor em membros que não precisem de remédio para melhorar e que não atrapalhem os movimentos da criança.
  • Dificuldade de alimentação sem associação com quadros agudos de febre, dor abdominal, vômitos ou cefaleia. É importante ressaltar que, quando doente, o apetite da criança diminui bastante, devendo ser priorizada a oferta de água e outros líquidos naturais.
  • Sintomas comuns no recém-nascido, como cólica, refluxo, dificuldade para evacuar. A imunidade deles é muito baixa, devendo ser priorizado o contato com o pediatra de confiança e, dentro do possível, evitar a exposição que o pronto-socorro traz.
  • Corpo estranho em ouvido ou ingestão de corpo estranho pequeno (exceto pilha, bateria e objetos pontiagudos) que não estejam causando desconforto na criança.

SINTOMAS EMERGENCIAIS

  • Quedas com trauma na cabeça que envolvam alteração do nível de consciência, comportamento fora do habitual, desmaios, vômitos, ou outros sinais que preocupem.
  • Traumas com sangramento de difícil controle, aparente necessidade de sutura (pontos), dificuldade de movimentar os membros ou desalinhamento de membros e/ou da coluna.
  • Mordidas de cães, gatos ou outros animais, principalmente com lesões extensas e profundas ou se o animal não for do convívio ou de algum conhecido da criança.
  • Quadro febril com mais de 72h de duração ou associado a tremores, palidez e/ou presença de cianose (coloração arroxeada do lábio ou das extremidades). Também é orientada a avaliação cuidadosa de febre nos menores de 3 meses de idade.
  • Quadro respiratório associado a desconforto e/ou esforço respiratório.
  • Manchas vermelhas/escarlates/violáceas pelo corpo.
  • Convulsões e/ou alterações no nível de consciência.
  • Reações alérgicas moderadas e graves, principalmente se houver associação com placas edemaciadas (inchadas) pelo corpo, rouquidão, dificuldade respiratória ou vômitos.
  • Vômitos e quadros de dor de difícil controle (que não melhoram com remédios prescritos pelo pediatra da criança), associados ou não à febre.
  • Intoxicação medicamentosa, ingestão de plantas desconhecidas ou de substância ilícitas.
  • Recém-nascido com febre, hipoativo, com evacuações pálidas e esbranquiçadas, fazendo pouco xixi (ou xixi muito concentrado) ou aqueles que estiverem hipoativos (não reagem direito e não têm força para sugar).
  • Edema (inchaço) e hiperemia (vermelhidão) nas pálpebras, nos lábios e/ou nas articulações, com aumento da temperatura local.
  • Vômitos, evacuações e/ou urina com presença de sangue.
  • Dor abdominal intensa, que deixam a criança incapacitada e/ou que não melhoram com remédios comuns de dor.
  • Corpo estranho em nariz ou ingestão de objetos pontiagudos, pilhas, baterias ou qualquer outro objeto que esteja causando desconforto respiratório ou abdominal para a criança.

DIFERENÇA DO PRONTO-SOCORRO INFANTIL PARA O PRONTO-SOCORRO GERAL

Hospital Santa Rita
No Pronto-Socorro Infantil do Santa Rita o paciente coleta exames laboratoriais, além de exames de raio x, ressonância, tomografia e ultrassonografia. Crédito: Hospital Santa Rita/Divulgação

O Pronto-Socorro Infantil é um espaço físico que possui ambientação adequada para prestar atendimento aos pequenos. Nele o atendimento é feito por pediatras qualificados e abrange exclusivamente crianças e adolescentes com até 17 anos.

A equipe de enfermagem é treinada especialmente para a assistência a esse público, priorizando sempre um atendimento mais carinhoso, lúdico e acolhedor, de forma que a criança fique à vontade no local.

No Pronto-Socorro Infantil do Santa Rita o paciente também conta com coleta de exames laboratoriais, além de exames de raio x, ressonância, tomografia e ultrassonografia 24h, e leitos para internação.

Para 2022, o PS Infantil contará com o suporte do Complexo Materno-Infantil Santa Rita, previsto para inaugurar no primeiro semestre do ano. Com isso, o atendimento no Pronto-Socorro será complementado com UTI Pediátrica e Utin (UTI Neonatal).

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