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"Tsunami de água doce", diz porta-voz dos Bombeiros sobre chuva no Sul do ES

A tempestade da última sexta-feira (17) deixou um rastro de destruição na região, principalmente nos municípios de Iconha e Alfredo Chaves. Seis pessoas morreram e cinco estão desaparecidas

Publicado em 20/01/2020 às 09h07
Atualizado em 20/01/2020 às 14h02
Chuva deixa mortos e  município de Iconha fica destruído . Crédito: Reprodução / TV Gazeta
Chuva deixa mortos e município de Iconha fica destruído . Crédito: Reprodução / TV Gazeta

A força da chuva que atingiu o Sul do Espírito Santo surpreendeu até mesmo as autoridades do Estado. Portal-voz do Corpo de Bombeiros, o tenente-coronel Carlos Wagner Borges classificou o temporal como "um tsunami de água doce".

A tempestade deixou um rastro de destruição na região, principalmente nos municípios de Iconha e Alfredo Chaves. Seis pessoas morreram e cinco estão desaparecidas.

O último balanço da Defesa Civil Estadual, divulgado na manhã desta segunda-feira (20), indica que subiu para 426 o número de pessoas fora de casa, entre desalojados e desabrigados, por causa da tempestade. "É como se fosse um tsunami de água doce. É o que aconteceu e veio fazendo uma varredura nas áreas rural e urbana", comentou o tenente-coronel Carlos Wagner em entrevista à TV Gazeta, explicando que choveu muito em Vargem Alta, onde nasce o Rio Iconha.

"E aconteceu toda aquela enxurrada, pegando pessoas andando nas ruas, carros. Teve caminhão arrastado para áreas de alagamento. Foi uma situação de bastante pânico", complementou.

"ICONHA ACABOU", DIZ PREFEITO

Em conversa com A Gazeta no sábado (18), o prefeito de Iconha, João Paganini chegou a fazer um desabafo e disse que o município praticamente acabou e que precisava de ajuda dos governos federal e do Estado para reconstruir a cidade.

O governador Renato Casagrande e o ministro de Desenvolvimento Regional do governo Bolsonaro, Gustavo Canuto, garantiram apoio aos municípios atingidos pelos estragos no Estado. A Defesa Civil continua em alerta porque tem previsão de mais chuva forte para o Sul do Espírito Santo e para a Grande Vitória. Em cinco dias, o volume de chuva pode ultrapassar o esperado para todo o mês de janeiro

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