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Ministério Público pede afastamento de prefeito de Marataízes

Robertino Batista foi alvo da Operação Rubi e ganhou de empresários viagem para ver Cirque du Soleil e O Fantasma da Ópera

Publicado em 26/11/2019 às 22h06
Data: 19/06/2019 - Marataízes - Robertino Batista, prefeito de Marataízes. Crédito: Divugação/Prefeitura de Marataízes
Data: 19/06/2019 - Marataízes - Robertino Batista, prefeito de Marataízes. Crédito: Divugação/Prefeitura de Marataízes

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) denunciou o prefeito de Marataízes, Robertino Batista, por corrupção e pediu o afastamento dele do cargo. Tininho foi um dos alvos da Operação Rubi que, em maio, levou a prefeita de presidente Kennedy, Amanda Quinta, à prisão

Na ocasião, ele também chegou a ser preso em flagrante devido à posse ilegal de uma arma e logo em seguida foi liberado. 

A denúncia criminal, à qual A Gazeta teve acesso, é assinada pelo subprocurador-geral de Justiça Judicial, Josemar Moreira, e datada de 14 de novembro. O caso está sob relatoria do desembargador Fernando Zardini e tramita na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo. 

O afastamento do prefeito deve durar 180 dias, no entendimento do MPES. Para o órgão, há evidências de que o prefeito mantém "relação não republicana fomentada pelo repasse de vantagens indevidas, in natura ou não" por parte de empresários. 

Em um dos casos, a denúncia narra, com transcrição de conversas telefônicas e via aplicativo de mensagens, que o prefeito chegou a ser presenteado com o custeio de hospedagem e ingressos "para os espetáculos Cirque de Soleil e O Fantasma da Ópera", em São Paulo. A viagem ocorreu em abril e também contou com a participação das respectivas esposas dos envolvidos. 

O "mimo" foi pago por dois empresários também alvos da Operação Rubi, Marcelo e José Carlos Marcondes. Eles também foram denunciados. 

"Os Marcondes planejavam pagamento de vantagem indevida ao prefeito como contraprestação à conclusão de contrato e ao pagamento pelo município de R$ 4 milhões em favor da empresa Limpeza Urbana", registra o MPES. 

Em uma das conversas telefônicas com José Carlos, Marcelo ressalta: "Isso (a viagem para assistir aos shows com o prefeito) é interessante pra gente porque a gente tem quase R$ 4 milhões para receber e vamos receber".

A Gazeta tentou contato com Robertino Batista e seu advogado, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O advogado de Marcelo Marcondes, Roberto Butter, disse não ter ciência da denúncia e que, por isso, não poderia tecer comentários a respeito. 

A reportagem também telefonou para um número de José Carlos Marcondes que consta na denúncia, mas o telefone estava desligado. José Carlos Marcondes já foi alvo de outra denúncia na Rubi e tem um mandado de prisão. Ele está foragido

A apresentação da denúncia não significa que os três já são réus e tampouco condenados no âmbito da Operação Rubi. Caberá à 2ª Câmara do TJ decidir se recebe a denúncia, o que os levaria ao banco dos réus.  O afastamento cautelar do prefeito também depende da definição do colegiado. O MPES já havia solicitado, na própria Rubi, a saída temporária de Robertino do cargo, o que foi negado. 

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