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Presidente Kennedy

Empresário alvo da Operação Rubi está foragido há seis meses

José Carlos Marcondes Soares é sócio da empresa apontada como beneficiada em esquema que rendia propinas a agentes públicos de Presidente Kennedy, segundo denúncia do MPES

Publicado em 12 de Novembro de 2019 às 15:21

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 nov 2019 às 15:21
Dinheiro encontrado com empresário preso dentro da casa de Amanda Quinta Crédito: Divulgação / MPES
Alvo da primeira fase da Operação Rubi e um dos sete denunciados por participação em esquema de superfaturamento de contratos e pagamento de propinas em Presidente Kennedy, o empresário José Carlos Marcondes Soares segue foragido da Justiça, seis meses após a expedição do mandado de prisão contra ele.
Natural de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, mas morador do Estado, José Carlos é irmão de Marcelo Marcondes Soares. Ambos são sócios da empresa Limpeza Urbana Serviços LTDA, que prestava serviço de limpeza ao município. Marcelo foi preso no dia em que a operação foi deflagrada, em 8 de maio. Firmou acordo de colaboração premiada e deixou a prisão após cerca de 30 dias.
O mandado de prisão preventiva de José Carlos foi expedido no dia 10 de maio. Até o momento, ele não foi preso. O Ministério Público Estadual (MPES) foi procurado pela reportagem para comentar o caso, mas não deu retorno até a publicação desta matéria. 
Segundo a denúncia criminal oferecida pelo MPES à Justiça, tanto Marcelo quanto José Carlos pagavam propina a José Augusto de Paiva, ex-secretário de Desenvolvimento de Presidente Kennedy e companheiro da prefeita afastada Amanda Quinta. O órgão atribui ao empresário foragido crimes como associação criminosa, corrupção ativa e falsidade ideológica.
A peça inclui diálogos dele com pessoas da empresa, interceptados pela Justiça, no qual tratam de pagamentos. De acordo com as investigações, tratavam-se de repasses ilegais em troca pagamentos contratos superfaturados e direcionados.
Advogado de José Carlos, Sebastião Gualtemar Soares diz que José Carlos Marcondes cuidava da parte operacional da empresa, lidando com cerca de 600 funcionários, sem qualquer participação em possíveis esquemas. A defesa aguarda o resultado de julgamento em Brasília. Gualtemar também disse que o MPES ofereceu acordo de colaboração premiada ao empresário, "mas ele não tem nem o que delatar". 

DIRECIONAMENTO DE CONTRATOS E PAGAMENTO DE PROPINAS

A Operação Rubi apura direcionamento de contratos e pagamento de propinas em prefeituras do Sul do Estado. A primeira fase, deflagrada em maio, focou em despesas da Prefeitura de Presidente Kennedy, apesar de cumprimentos de mandados também em Piúma, Marataízes e Jaguaré. A prefeita, Amanda Quinta (sem partido), foi presa e afastada do cargo. Ela deixou a prisão, mas segue impedida de reassumir a função.
Os investigadores monitoraram entregas de dinheiro vivo na casa da prefeita, onde ela vive com José Augusto, companheiro, ex-secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, mentor político e, até então, candidato à sucessão dela na prefeitura. As prisões ocorreram após as autoridades flagrarem Marcelo Marcondes dentro do imóvel levando uma mochila com R$ 33 mil. José Augusto permanece preso. 
A segunda fase da investigação, em outubro, teve Piúma como foco. Endereço do prefeito da cidade, José Ricardo da Costa, o professor Ricardo (PDT), foi alvo de busca e apreensão, mas ninguém foi preso. A Justiça o afastou do cargo por 90 dias

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