Com a proliferação do Coronavírus, muitos brasileiros ficam preocupados com a chegada de pessoas que passaram por países com casos confirmados da doença, principalmente, vindas da China. Nesta semana, o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, chegou a cancelar a aula de uma turma, porque uma estudante passou as férias na China e as famílias estavam apreensivas com a possibilidade de ela ter tido contato com o vírus.
Neste caso, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), informou que a jovem passou por exames e garantiu que o resultado deu negativo para o coronavírus. As aulas foram retomadas normalmente, nesta quinta-feira (20).
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária Anvisa, do Ministério da Saúde explica quais são os procedimentos realizados quando chega avião ou navio de áreas afetadas pelo Coronavírus e destaca que a definição atual de caso suspeito engloba tanto a origem da pessoa, como a apresentação de sintomas.
O trabalho da Anvisa nos pontos de entrada do Brasil tem três focos específicos. As equipes garantem a adoção das medidas preventivas para a comunidade aeroportuária e portuária, fazem com que os procedimentos de desinfecção e limpeza de aeronaves e navios sejam realizados corretamente e dão encaminhamento a pessoas que estejam manifestando sintomas.
O QUE ACONTECE COM CASOS SUSPEITOS EM NAVIOS OU AERONAVE:
AVIÃO
- A aeronave pousa, mas não pode iniciar o desembarque.
- A Anvisa aciona os órgãos responsáveis e vai a bordo em conjunto com o serviço médico e a vigilância do município onde fica o aeroporto para avaliar o paciente.
- Se o médico descartar o caso a bordo, o desembarque dos passageiros é liberado.
- Caso a suspeita seja mantida, o passageiro doente é removido para um hospital de referência local.
- Todos os demais passageiros seguem para uma entrevista com a vigilância epidemiológica para que possam ser monitorados, caso a suspeita seja confirmada posteriormente.
- A Anvisa monitora o trabalho de desinfecção da aeronave, descarte de resíduos e descarte de efluentes.
NAVIO
- O navio não recebe autorização para operar e ninguém pode desembarcar.
- A Anvisa e a vigilância epidemiológica sobem a bordo para inspecionar a embarcação e avaliar o paciente.
- Caso a suspeita seja mantida, o passageiro ou tripulante é removido para um hospital de referência.
- O navio não recebe a Livre Prática (autorização para operar) e a tripulação e os passageiros ficam impedidos de desembarcar.
- Se o caso for confirmado, a Anvisa e a vigilância epidemiológica fazem uma avaliação sobre o procedimento com a tripulação e os passageiros que ficaram a bordo.
No caso de navios que já haviam iniciado a operação quando o caso suspeito apareceu, a Anvisa manda suspender os trabalhos no navio e os tripulantes devem ficar a bordo. Nesse caso, deve ser investigado se o tripulante suspeito já havia descido do navio para que a vigilância epidemiológica realize a investigação de possíveis contatos.
Em todas as situações de casos suspeitos encaminhados para o serviço hospitalar, a confirmação ou descarte definitivo da suspeita é feita pelo serviço de saúde e pela vigilância epidemiológica.